Invejosa em “Babilônia”, Adriana Esteves espera que papel seja catártico

Isabella Pinheiro/GshowAdriana Esteves é a ressentida Inês na novela "Babilônia", próxima novela das nove

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Adriana Esteves é a ressentida Inês na novela “Babilônia”, próxima novela das nove

Não faz muito tempo, Adriana Esteves se transformou na vilã mais amada do país com a Carminha de “Avenida Brasil”. Prestes a entrar na pele de outra mulher de péssimo caráter em “Babilônia”, novela das nove que estreia na próxima segunda-feira (16), a atriz jura que não faz ideia de que sentimentos Inês vai despertar no público. Mas ela torce para que a personagem, que é obcecada por Beatriz (Glória Pires), crie uma relação de identificação com os telespectadores.

“Tem uma coisa muito interessante que a inveja é uma coisa que ninguém assume. Embora a literatura e o cinema sejam ricos no assunto, é difícil para nós, seres humanos, falar sobre a inveja. Vai ser um desafio interessante pra mim. Mesmo que as pessoas não necessariamente discutam isso, você pode se identificar, tentar entender, e quem sabe até arrumar determinadas coisas da sua vida. Acho que pode ser catártico”, afirma.

Casada com Homero (Tuca Andrada) e mãe de Alice (Sophie Charlotte), Inês é formada em Direito e não passa por dificuldades, mas sempre acha que poderia ter mais do que tem. Na verdade, seu sonho é ter a vida que Beatriz, sua amiga de infância, leva. Mesmo depois de afastadas por anos, ela acredita que pode voltar a ter uma relação com a arquiteta, mas vê seu sonho ruir ao ser desprezada pela ricaça assim que as duas se reencontram.

“Inês é uma mulher ressentida. Ela vem de um passado pobre, mas é uma pessoa inquieta, não tá satisfeita com nada, quer a vida do outro. Ela se acha amiga ainda, mesmo que as duas tenham ficado dez anos sem se ver. A ótica da Inês é: o mundo me deve, eu sou injustiçada, a Beatriz tem tudo e eu não tenho”, analisa.

Por mais que transborde seu ressentimento em cada frase e cada gesto, Inês se apequena diante da rival. E os embates entre as duas prometem colocar fogo na novela de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga. Ainda mais porque, assim que percebe a ameaça, a mulher de Evandro (Cássio Gabus Mendes) faz questão de ter a oponente bem perto de si.

“A Beatriz poderia se livrar dela, mas ela alimenta, aceita, gosta de tê-la por perto. Talvez até para amansá-la. Ela é uma referência de vida para a Inês, que não é ninguém, não existe sem a outra. A inveja dela é forte, patológica”, afirma a intérprete, que enxerga uma diferença entre esta e a antagonista de “Avenida Brasil”. “Carminha tinha uma firmeza muito grande. A Inês não, ela fica muito abalada e muito nervosa perto da Beatriz. Ela não tem boa autoestima”, opina.

Reprodução/TV Globo

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Em cena de “Avenida Brasil”, com Cauã Reymond e Murilo Benício

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Vista recentemente na série “Felizes para Sempre?”, num papel que também não era exemplo de maternidade (Tânia escondia do marido que o filho não era dele), Adriana também volta a enfrentar problemas familiares na novela. No caso de “Babilônia”, o conflito principal é com a filha.

“Ela quer que a filha seja rica, saia da miséria, as duas têm uma relação bastante conflituada. Inês é uma péssima mãe. Carinho, zelo, cuidado zero. Uma daquelas pessoas, a meu ver, que não têm talento para a maternidade. Não acho que toda mulher tem que ser mãe”, declara a intérprete, na vida real mãe de Felipe, de 14 anos, e Vicente, de 8.

Vinda de outros papéis fortes, Adriana diz não se preocupar muito com os rótulos de seus personagens. Este ano, ela ainda vai dar conta de outras personalidades na ficção, em dois longas-metragens: “Mundo Cão”, de Marcos Jorge, e “Beleza”, de Jorge Furtado.

“Quero fazer várias vilãs, várias mocinhas, agora não tão mocinhas… (risos). Sou apaixonada pelo meu ofício”, diz.

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