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BBB22: Festa de Lina tem referência histórica LGBTQIA+

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Quem acompanhou a festa de Lina no “BBB22” teve um vislumbre de uma das culturas mais ricas, democráticas e essenciais dos últimos anos, a chamada “cultura do balroom”. Os “bailes” são espaços de livre expressão, dança e efervescência cultural, que surgiram majoritariamente na cena queer de Nova York nos anos 80 como uma reação à cultura excludente, branca e normativa que dominava o mainstream das paradas mundiais.

Havia espaço para todo mundo nos bailes, mas a cultura foi impulsionada e criada por pessoas queer extremamente marginalizadas na época, especialmente jovens trans, pretos, pobres e latinos. Esses locais eram espaços seguros de troca de expressividade LGBTQIA+ muito antes do termo ser criado da forma que o conhecemos hoje, nos quais jovens podiam dançar, se divertir e celebrarem uns aos outros sem medo da polícia, do preconceito e dos altíssimos índices de morte enfrentados pela população preta e pobre.

Os bailes também eram (e ainda são) espaço de sonho e livre expressão, no qual pessoas marginalizadas podem performar em papeis sociais restritos à branquitude rica. Categorias como alta costura, mulher executiva e supermodelo são alguns exemplos. Enquanto uma mulher trans que tenta ser uma supermodelo como Gisele Bundchen ou Linda Evangelista era rechaçada ou morta, dentro dos bailes ela era celebrada na categoria de modelo, aplaudida e, ao menos por alguns minutos, via seu sonho ser realizado e validado por seus iguais.

Os bailes também precipitaram a criação do voguing, uma série de movimentos de empoderamento, luta e resistência inspirados nas poses de modelos da famosa revista Vogue. De acordo com o perfil de Lina nas redes sociais, a cultura balroom é definida pela troca de afeto, dança, cultura e celebração.

Fonte – br.vida-estilo.yahoo.com

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