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“Não estava previsto”, diz ator de “A Lei do Amor” sobre Sansão e Mileide

Mileide (Heloísa Périssé) e Sansão (Arlindo Lopes): atração irresistível em “A Lei do Amor”
imagem: Reprodução/TV Globo

Até alguns capítulos atrás, Sansão (Arlindo Lopes) era praticamente assexuado e aparecia mais como conselheiro amoroso de Ruty Raquel (Titina Medeiros) em “A Lei do Amor”. Foi, portanto, uma surpresa para o público vê-lo em calientes sessões de terapia com Mileide (Heloísa Périssé), que viu despertar não só seus chakras como um desejo incontrolável pelo ex-seminarista. Mas nem Arlindo conseguiu prever esse casal, que espantou quem acreditava que o ex-seminarista fosse gay, mas que também ganhou torcida imediata nas redes sociais.

“Eu estou achando o máximo gravar com a Lolô, ela é muito engraçada. O Sansão e a Mileide têm essa pegada espiritual, ela tem vontade de abrir uma igreja. Acho que pode desdobrar para esse lugar, pode ser engraçado. Eu estou surpreso, tem uma semana e meia que recebi essas cenas, não estava sabendo disso. Era uma trilha que não estava prevista na sinopse e que pode ser muito prazerosa. Para mim, quanto mais confusão, melhor”, brinca o intérprete, que festeja o crescimento da comédia numa novela que trata de temas densos.

E confusão não vai faltar, já que Mileide tem uma relação com Jader (Érico Bras) e Ruty, que já havia investido no amigo, sem sucesso, cobra satisfação. Sem falar que o próprio Sansão entra em conflito com a novidade.

“Tem um momento em que ele diz: ‘Não posso me perder no caminho. São anos de contemplação e serenidade que estão indo por água abaixo’. Conheço pessoas que preferiram se dedicar a outras coisas, que tem vida sexual inexistente, e isso não quer dizer que elas não tenham preferências e desejos. Sansão tem uma visão muito fechada da própria sexualidade. Ele vai perceber que ele tem desejos e fica mexido”, conta.

O ator Arlindo Lopes
imagem: Faya/Divulgação

Sobre a orientação sexual do personagem, Arlindo acredita que o público possa ter chegado a essa conclusão pelo fato de ele ser o conselheiro de Ruty. “Ele ocupava esse lugar, do melhor amigo da mulher, dava dicas. Em uma cena, ele chega a comentar isso em uma cena, que se o homem não é o estereótipo, não dá em cima das mulheres, todo mundo acha que é gay”, diz.

A tal da química dos personagens também é resultado de um encontro feliz nos bastidores: Arlindo já apareceu rindo de verdade em uma sequência, graças aos improvisos de Heloísa, que não cansa de surpreender os colegas. “A Lolô [Heloísa] é muito engraçada, sempre dou risada com ela. Teve uma cena em que ela começou a cantar gemendo e e eu acabei rindo. Estava no roteiro, mas ela não tinha feito daquele jeito no ensaio. Às vezes eu encosto nela, e ela começa a falar inglês (risos). Ela sempre grava de primeira, que fica mais espontâneo. Estou me divertindo”, conta.

Como parte do laboratório para o papel, Arlindo e Titina passaram um dia em um spa observando as ténicas de diferentes tratamentos, e as habilidades adquiridas andam fazendo a festa dos colegas nos bastidores. Claudia Abreu e Vera Holtz já testaram e aprovaram. “Outro dia, depois de uma cena, a Vera falou que estava com o pescoço tenso. Eu disse: ‘Deita aí, Vera'”, lembra o ator, que já fez terapia holística e cromoterapia e é adepto da acupuntura e dos florais.

“Com a Mileide, o Sansão faz um ‘reiki tântrico’, que nem sei se existe, mas temos uma licença poética. Gosto de receber massagens e tenho prazer de fazer também”, afirma.

O ano de 2017 vai ser movimentado para Arlindo também no cinema, com o lançamento previsto de quatro filmes: além das participações em “O Beijo”, de Murilo Benício, e “Berenice Procura”, de Allan Fitterman, o ator poderá ser visto em “A voz do silêncio’, de André Ristum, e “Mulheres”, de Leonel Vieira. “Consegui fazer um drama e uma comédia, uma coisa mais intimista e outra com tamanho de blockbuster. No filme português, faço o melhor amigo gay da Paolla Oliveira e a diferença do personagem para o Sansão é brutal, ele é fashionista, tem vários namorados. Só tinha feito ‘Cazuza’ no cinema, há muitos anos, existia esse desejo, e o cinema brasileiro está cada vez mais bacana. Se eu pudesse, faria uns três filmes por ano”, afirma.

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