“Amy” vence Oscar de melhor documentário

O documentário "Amy", que conta a história da cantora Amy Winehouse, ganhou Oscar de melhor documentário de longa-metragem.

Dirigido por Asif Kapadia (o mesmo cineasta que fez "Senna", sobre o piloto de Fórmula 1), o documentário foi rejeitado pela família da cantora. O motivo é evidente: à exceção da avó, quase todos são retratados na produção como ausentes, imprudentes, oportunistas ou mercenários (caso de Mitch, pai da cantora).

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O documentário “Amy”, que conta a história da cantora Amy Winehouse, ganhou Oscar de melhor documentário de longa-metragem.

Dirigido por Asif Kapadia (o mesmo cineasta que fez “Senna”, sobre o piloto de Fórmula 1), o documentário foi rejeitado pela família da cantora. O motivo é evidente: à exceção da avó, quase todos são retratados na produção como ausentes, imprudentes, oportunistas ou mercenários (caso de Mitch, pai da cantora).

Ao subir ao palco da premiação, Kapadia disse que quis mostrar ao mundo a verdadeira Amy, engraçada, inteligente, sensível.

O filme começa com Amy Winehouse brincando de personificar Marilyn Monroe (cantando para John Kennedy) no aniversário de 14 anos de Lauren Gilbert, em 1998, e termina com seu funeral estranhamente sóbrio, 13 anos depois. Ela morreu aos 27 anos, em 2011, após uma carreira meteórica de extremos, da aclamação crítica que lhe rendeu o Grammy e os cachês de US$ 1 milhão por show às dolorosas vaias em Belgrado, no auge da alienação.

Relação com o marido

O documentário identifica na sua relação com o ex-marido, Blake Fielder-Civil, o início do fim: foi ele quem a introduziu aos vícios da heroína e do crack, a partir de 2005, e também a convenceu de que todos estavam destinados ao fim clássico do romantismo: viver intensamente, morrer jovem.

O retrato de Blake traçado por Kapadia é até um pouco mais simpático do que o de Mitch Winehouse. Ele aparece como um malandrinho de pouca inteligência. “Vou amar você incondicionalmente, até o dia em que meu coração parar e eu cair morta”, disse Amy, sobre Fielder-Civil.

A família de Amy não gostou do resultado e definiu o filme como “desequilibrado” e “equivocado”. O pai da cantora, Mitch, chamou os produtores de “desgraças” e afirmou que deviam se envergonhar de si mesmos por ter concluído daquela forma. Não era para menos. Ele é mostrado perseguindo a própria filha com uma equipe de filmagem na Ilha de Santa Lúcia, onde ela ficaria 6 meses para tentar recuperar a saúde.

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