A Regra do Jogo – Passado de Zé Maria será revelado

Pedro Curi/TV GloboTony Ramos como o Zé Maria de "A Regra do Jogo" Enquanto todos os atores de "A Regra do Jogo" juram solenemente desconhecer o que os aguarda no próximo bloco de capítulos, Tony Ramos não sofre de ansiedade: ele sabe boa parte do que se passa na mente do autor João Emanuel Carneiro. O ator guarda segredo, mas garante que pelo menos quatro grandes acontecimentos estão por vir na trama. 

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    A Regra do JogoTony Ramos como o Zé Maria de “A Regra do Jogo”

Enquanto todos os atores de “A Regra do Jogo” juram solenemente desconhecer o que os aguarda no próximo bloco de capítulos, Tony Ramos não sofre de ansiedade: ele sabe boa parte do que se passa na mente do autor João Emanuel Carneiro. O ator guarda segredo, mas garante que pelo menos quatro grandes acontecimentos estão por vir na trama.

“Não se pode subestimar o público. No início ele não entendia os flashbacks, mas depois da morte de Djanira (Cássia Kis), a narrativa teve um novo começo. Eu sei o que vem por aí, são quatro eventos absolutamente surpreendentes, tão importantes quanto a chegada da Kiki (Deborah Evelyn). Alguns personagens entrarão inclusive”, adianta ele, que só ficou levemente desconfiado quando a diretora Amora Mautner plantou uma dúvida: será que existe alguém acima do Pai na facção? “João nunca me disse isso”, conclui.

O ator garante que o público ainda vai conhecer um pouco mais sobre o passado de seu personagem, que ele classifica como um “risco calculado”.

“Zé Maria tem uma história na infância e na adolescência, que explica por que ele aceitou isso, a troco de quê. Recentemente foi ao ar uma cena em que ele vê o Orlando (Eduardo Moscovis) caído no chão e diz: ‘Vou matar, vou matar’. Ele acha que está limpando a humanidade. Por que ele pensa assim? Ao mesmo tempo, tem essa contradição do amor pelos filhos, a proteção em relação ao Juliano (Cauã Reymond), o amor de fato pela menina. Não é brincadeira. E o que foi essa Síndrome de Estocolmo na vida dele? João está guardando a sete chaves, mas vai revelar lá na frente”, afirma.

Tamanha ligação com os filhos coloca o bandido em conflito direto com a facção, que exige fidelidade absoluta.

“Ele fica desesperado quando tentam tirar a menina dele. Ele sempre escolheu os filhos. Tem uma cena que ele diz para o Gibson (José de Abreu): ‘Nada é mais importante na vida que os meus filhos. É bom que o senhor saiba disso’. É uma ameaça velada. E ele jamais matou uma criança”, diz ele, que se prepara para ficar uns capítulos fora do ar e voltar de visual novo, pois Zé Maria rompe com a facção, some e precisa se disfarçar.

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Como apontado pelo colunista do Popzone Flávio Ricco, Tony considera realmente que um bandido como esse traz uma certa novidade à sua vasta cartela de personagens. “Acho que era um papel que faltava sim, talvez pelo perfil psicológico. Já fiz de tudo um pouco, e quero fazer algo que inquiete o espectador”, diz.

O ator minimiza as críticas que a novela recebeu por conta de sua trama violenta, e diz que hoje a história já foi assimilada pelo público.

“A gente percebe a popularidade de uma novela quando começa a ouvir perguntas nas ruas. A novela chegou lá, e sempre acreditamos nela. Tem violência como em qualquer lugar. Todo mundo vê ‘Breaking Bad’ e acha maravilhoso. A novela é cotidiana, então há um choque. Mas hoje o público entendeu”, diz.

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