Ator conta se é possível ter projeção na carreira sem passar pela Globo

  • Reprodução/Facebook/Felipe Frazão

    Ator conta se é possível ter projeção na carreira sem passar pela GloboO ator Felipe Frazão

Felipe Frazão tem 24 anos e é um jovem ator, como milhares de outros, que almeja bons personagens e projeção na carreira seja ela na TV, cinema ou teatro. Ele começou aos 15 anos no espetáculo “Tieta do Agreste, o musical”. De lá pra cá, Frazão já fez mais de nove espetáculos, peças infantis e pequenas participações na TV.

Este ano, o ator esteve no ar na série “Santo Forte”, do canal AXN, gravou o longa “O Diabo Mora Aqui” e participa do filme “Minha Fama de Mau”, que conta a história de Erasmo Carlos, interpretado por Chay Sued. Os filmes tem previsão de estreia para 2016.

“Estou quase acabando minha participação. Meu personagem é um amigo do Erasmo chamado Arlênio. Antes do Erasmo acontecer, ele montou uma banda com ele, o The Snakes, eram quatro amigos. Está muito bacana”, contou ele.

Obter um destaque na vida artística é um desejo de boa parte dos atores iniciantes, muitos deles sonham em alavancar na profissão atuando em alguma novela da Globo. Mas será que é possível obter isso sem passar pela poderosa emissora?

“Acho cada vez mais possível o artista alcançar projeção sem passar pela Globo. É uma emissora super maneira, que produz as melhores novelas do mundo, mas de qualquer forma eu acho que cada vez mais outras portas estão se abrindo. Na TV a cabo tem muitas séries sendo produzidas, o cinema independente vem com força também. As pessoas estão arriscando mais de alguma forma. Eu acho que é possível sim. No teatro também que nunca morreu, está aí sempre.”, opina Felipe, sem deixar de destacar que tem interesse em viver a experiência de atuar em uma novela da emissora.

Reprodução/Facebook

Ator conta se é possível ter projeção na carreira sem passar pela Globo

Felipe Frazão no longa “O Diabo Mora Aqui”

O jovem relata as dificuldades que os atores iniciantes passam ao fazer testes para personagens, seja na TV, cinema ou publicidade. O nervosismo pode ser o principal inimigo nestes momentos de disputa. E isso não é desafio apenas para quem está começando, até mesmo artistas veteranos participam de testes durante toda a carreira para conquistarem determinado papel na dramaturgia. “É um movimento contínuo de você cair na real que você vai ser testado para o resto da vida. É a coisa mais normal do mundo na vida de um ator, então tem que aprender a fazer mesmo. Um dia vou aprender, estou tentando”, diz.

Felipe, no entanto, ainda enfrenta essa fase com certa ansiedade e muita expectativa para conquistar o tão sonhado papel.

“É muito perrengue fazer teste. Eu fico muito nervoso toda vez. Já fiz para publicidade, musical, teatro, cinema e televisão, fiz bastantes testes. É o momento em que o ator geralmente fica nervoso e isso acaba atrapalhando no desempenho do teste. Hoje em dia eu procuro fazer algumas coisas antes, às vezes tomo até um remedinho para não ficar tão nervoso, dependendo da minha expectativa para esse teste também. Quando a gente vai fazer um teste, a gente joga toda as fichas de esperança naquele trabalho. Acho que a gente acaba criando muita expectativa ao invés de simplesmente fazer um teste. É um momento bem tenso e pode acabar sendo frustrante também”, explica.

Na profissão, Felipe conta que se inspira em Matheus Nasterghale e nas atrizes Maria do Carmo Soares e Juliana Galdino . “O que mais admiro num ator é quando ele não esquece do porque ele está fazendo aquilo. Quando ele não esquece do poder de transformação. Os atores mais interessantes para mim são aqueles que não são alienados e que não são tão vaidosos”, conclui.

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