Música

No aniversário de “1989” de Taylor Swift, saiba como estava a música no ano em que ela nasceu

Taylor Swift

1989” de Taylor Swift está completando hoje, dia 27 de outubro, o seu primeiro aniversário. Desde então o trabalho tornou-se algo como uma obra completa.

Afinal Swift está cada vez mais respeitada e influente, sendo vista como uma grande artista por críticos e colegas de profissão – incluindo vários que estavam na estrada bem antes dela nascer.

Mais importante, o disco não só vendeu muito, ele já passou das 8 milhões e 600 mil cópias no mundo e ainda está com muito fôlego, como caminha para se tornar uma peça importante da cultura pop do século 21.

Taylor Swift
1989

Dito isso, para esse especial, ao invés de simplesmente relembrarmos os hits do disco, decidimos contar um pouco sobre como era o mundo da música em 1989, o ano em que Taylor nasceu (em 13 de dezembro).

Como todo final de década, esse foi um período de revisões, mas também de esperança – simbolizado pela queda do Muro de Berlim – e de um clima de ansiedade pelo que os anos 90 nos trariam. Assim, é curioso notar que muita coisa que acabou marcando aquela década se prenunciou no ano de 1989 como veremos a seguir.

Pop

Madonna

O grande acontecimento dentro da música pop em 1989, foi mesmo a definitiva ascensão de Madonna (ao lado) a um novo patamar. Sim, ela já era extremamente famosa e bem sucedida.

Mas foi o álbum “Like A Prayer” e sua faixa-título que mostraram que a cantora estava não só amadurecendo, como se tornando uma artista de verdade, uma cantora sem medo de experimentar ou tocar em assuntos delicados.

O polêmico clipe da música fez história e abriu caminho para a “Blond Ambition Tour” que passou por Japão, EUA, Canadá e sete países europeus no ano seguinte.

Janet Jackson

Quem também atingiu a plenitude artística neste ano foi Janet Jackson (ao lado) com o impactante “Rhythm Nation 1814“. O álbum vendeu quase 10 milhões de cópias nos EUA e colocou de vez a caçula da família Jackson no topo.

O ano ainda foi marcado pela a aparição de Paula Abdul e pelo polêmico Milli Vanilli que logo cairia em desgraça quando foi descoberto que os dois artistas que apareciam nos vídeos e na capa do disco não tinham realmente cantado no álbum e só faziam playback ao vivo.

Rap

De La Soul
3 Feet High and Rising

Em 1989 várias vertentes do rap começaram a se solidificar e não é exagero dizer que o som daquele ano ainda ecoa na música de 2015. Senão vejamos: um dos discos mais elogiados do ano foi “3 Feet High and Rising” do De La Soul, ainda hoje tido como um clássico contemporâneo.

Eleito o disco do ano pelo NME e The Face, além de ter aparecido no top 10 de todas outras publicações de relevo, o trabalho mostrou que o rap podia ser menos sisudo e mais pop, abrindo espaço para samples de música psicodélica e soft rock e letras mais bem humoradas.

No outro lado, o rap politizado também mostrou sua força com o imortal single “Fight The Power” do Public Enemy, presente no igualmente fundamental filme “Faça A Coisa Certa” de Spike Lee e o gangsta rap ganhava espaço com a popularidade cada vez maior de nomes como N.W.A. e Ice T.

Beastie Boys

O outro monolito do hip hop lançado em 1989 foi “Paul’ Boutique” onde os Beastie Boys mostraram que eram bem mais que moleques desbocados e festeiros e elevaram o sample ao nível de arte.

Atualmente seria praticamente impossível fazer um disco como esse que usa centenas de trechos de outras gravações, mas na época a legislação sobre o assunto ainda engatinhava e isso possibilitou a gravação do trabalho.

O disco não foi muito compreendido na época em que saiu, mas posteriormente tornou-se um trabalho de extrema importância.

Rock

Lou Reed
Lou Reed em 1989

1989 marca o ano em que os veteranos da década de 60 e início dos 70 começam a enxergar o seu lugar no mundo da música. O fato é que para a maioria deles, a década de 80 foi estranha.

A época é marcada por artistas quarentões tentando se adaptar aos novos tempos seja, introduzindo os conceitos das produções da época ou se esforçando para brigar de igual para igual com os novos ídolos.

O resultado disso foi uma época tida como “perdida” – com quase todos os grandes nomes tendo feito no período seus discos que até hoje, são considerados os mais fracos.

Neil Young

Em 1989 isso começou a mudar. Lou Reed, Bob Dylan e Neil Young (à direita) lançaram três dos mais elogiados discos daquele ano (“New York“, “Oh Mercy” e “Freedom” respectivamente. Os Rolling Stones lançaram o aceitável “Steel Wheels“, que encerrou as brigas entre Jagger e Richards que quase levaram ao fim da banda. Eles ainda voltaram a excursionar com grande sucesso.

Paul McCartney também se mostrou com fôlego renovado com “Flowers In The Dirt“, um disco razoável, mas que, finalmente, fez com que ele decidisse voltar aos palcos depois de mais de uma década sem fazer shows.

Do outro lado, Eric Clapton e Phil Collins podem não ter agradado muito aos críticos, mas venderam muitos discos e ingressos para shows.

1989 também foi o ano em que David Bowie decidiu dar (outra) reviravolta em sua carreira. Dessa vez criando uma banda, o Tin Machine para tocar rock’n’roll pesado e enterrar de vez o astro pop que tomou conta das paradas entre 1983 e 1988.

O resultado não convenceu críticos e muito menos o público, mas ao menos ele mostrou que seguia com coragem para experimentar e arriscar-se para fora de sua área de conforto.

Dance Music

Soul II Soul

Aqueles doze meses foram igualmente óimos para a música dançante, especialmente a britânica, que ali viveu um de seus períodos dourados. O grande destaque foi para o Soul II Soul (ao lado) que combinou a soul music clássica com as novas tendências das pistas criando um som moderno e ao mesmo tempo atemporal com seu disco de estreia.

Igualmente impactante foi a chegada de Neneh Cherry com seu primeiro disco puxado pelo single (do final de 1988) “Buffalo Stance“.

1989 também marcou a chegada da cena rave, que deu espaço para o surgimento de vários artistas e grupos como o 808 State que abriram novos caminhos para a música eletrônica que ainda reverberam no mundo pop.

Indie/Rock Alternativo

The Stone Roses
Os Stone Roses em 1989

O rock alternativo foi outro gênero que viveu um de seus grandes momentos há 26 anos. Basta dizer que dois clássicos indiscutíveis e absolutos do gênero saíram naqueles 12 meses.

De um lado, o visceral “Doolittle” dos americanos Pixies e a estreia homônima dos Stone Roses com suas guitarras psicodélicas e melodias sessentistas adaptadas para o final do século.

Foi ali também que uma futura revolução discretamente começou a dar as caras, quando o som de Seattle começou a se espalhar pelo mundo. Em 1989 o Mudhoney tocou na Inglaterra, levando para a ilha (sempre mais aberta à novidades) o que viria a ser chamado posteriormente de “grunge. Foi também há 26 anos que uma ainda obscura banda chamada Nirvana lançou “Bleach“, seu primeiro disco.

Ouça uma playlist que resume o que foi o ano de 1989 na música!

Que música marcou o ano em que você nasceu? Comente!

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