Veja a segunda parte do especial com os 10 discos que mudaram a cara do rock!

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Led ZeppelinII – 1969

Led Zeppelin
II

Não é que o rock nunca tenha sido pesado antes – a lista de pioneiros desde os anos 50 é grande, mas o fato é que a partir do final dos anos 60 a coisa começou a engrossar.

Claro que em termos de heavy metal, a banda que realmente pode ser considerada a principal em seu desenvolvimento foi o Black Sabbath, mas não se pode tirar o mérito do Led Zeppelin, especialmente porque além de terem ajudado a moldar o rock pesado – ainda que a contragosto – o quarteto influenciou artistas dos mais diversos e foi fundamental na criação da indústria do rock como a conhecemos hoje.

Aqui também é difícil escolher o álbum deles de maior impacto. O primeiro os apresentou ao mundo, o quarto tem o maior número de clássicos e “Physical Graffitti” costuma ser o favorito dos críticos.

Led Zeppelin

Mas é no segundo álbum que o som deles se cristaliza e mostra que o futuro tem tudo para ser deles. Além de “Whole Lotta Love“, o trabalho aposta na diversidade – blues, folk, baladas, e claro, muito hard rock, fazem a receita desse disco perfeito e imortal.

O Zeppellin ainda fez mais. A banda ajudou a criar a ideia de mega-espetáculo, com seus shows em lugares gigantescos.

Eles também elevaram, e muito, o nível de hedonismo e decadência durante suas turnês, criando uma espécie de “manual do degenerado”, que muita banda até hoje tenta seguir à risca – apesar dos perigos envolvidos em tais práticas. Ainda assim, o que fica mesmo deles são os discos, os maiores responsáveis por terem feito da banda uma lenda de grandes proporções.


The Rolling StonesSticky Fingers – 1971

Rolling Stones
Sticky Fingers

Nos anos 60 os Stones lançaram vários álbuns dignos de nota, e uma série de singles que só é superada, quanto muito, pelos Beatles. Mas a primeira obra prima deles no formato LP só sairia no final da década. O fato é que não se pode dizer que se conhece a história do rock sem os quatro álbuns de estúdios que eles lançaram entre 1968 e 1972.

Escolhemos aqui “Sticky Fingers” (ao invés de “Exile on Main Street”, “Beggars Banquet” ou “Let it Bleed”) por ele ser enxuto, variado em seu espectro musical e por pegar a dupla Jagger/Richards em seu auge.

Rolling Stones
Os Stones em 1971

Além disso, o álbum acabou de ser relançado em formato de luxo, inclusive no Brasil, o que também deve servir de estímulo para que vá atrás dele em formato físico.

“Sticky Fingers” tem um pouco de tudo que o então quinteto fez de melhor: temos rock, blues, soul, country e baladas, executados com paixão e conhecimento de causa. Tudo isso completado pelo clima de decadência e sujeira que rodeava a banda nesse período – as letras estão entre as mais pesadas feitas por eles.

Ouça “Brown Sugar


David BowieZiggy Stardust – 1972

David Bowie
The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars

Ninguém nos anos 70 foi tão longe e inovou tanto quanto David Bowie. Sempre inquieto e uma verdadeira esponja na hora de absorver influências e movimentos de vanguarda ou que estavam ainda no underground, ele terminou por se tornar um verdadeiro farol da cultura pop de ontem e de hoje.

Sendo assim, é fundamental ouvir os discos gravados por ele na década de 70, para entender o seu alcance, e a razão do apelido “camaleão”. Para quem quiser um atalho, o álbum “Ziggy Stardust” de 1972 é a melhor porta de entrada para quem ainda não conhece sua obra.

David Bowie

Foi essa espécie de trabalho conceitual que fez dele um superstar no Reino Unido – os EUA demorariam um pouco mais para se render – popularizando o glam rock, e junto com ele a androginia e toda uma nova estética musical e visual.

O disco conta a história de um extraterrestre que chega ao planeta cinco anos antes do fim do mundo e se torna uma estrela do rock.

O grande lance foi o cantor ter incorporado a personagem à sua persona, de forma que o público já não sabia mais quem era Ziggy e quem era Bowie. O experimento certamente causou alguns danos psicológicos ao artista, mas ele se recuperou e pôde dar sequência à sua carreira, uma das mais completas e invejáveis da história do pop.

Ouça “Ziggy Stardust


The ClashLondon Calling – 1979

The Clash
London Calling

O punk deu uma necessária mexida no cenário musical da metade dos anos 70 – ao trazer o rock de volta aos clubes, aos jovens e a seu estado mais simples e bruto. O estilo deu ao mundo inúmeros álbuns fundamentais – especialmente as estreias dos Ramones e dos Sex Pistols. Mas coube ao Clash a missão de expandir os limites do gênero.

“London Calling” chega a surpreender por sua riqueza musical e apuro técnico – lembrando que meros dois anos antes eles advogavam a favor dos três acordes e de que 1977 deveria ser tratado como “o ano zero” da música.

Um álbum duplo – outra surpresa vinda de uma banda punk – sem nenhuma faixa menor. o disco popularizou o quarteto britânico na América. O trabalho ainda fez deles os queridinhos da imprensa musical de lá – tanto que a Rolling Stone disse que esse foi o melhor álbum dos anos 80, apesar dele ter saído no final de 1979.

É por isso que em sua época o Clash era chamado de “a única banda que importa”. Porque era essa mesmo a impressão que se sentia, a de que ninguém fazia uma música tão vital, rica e urgente como eles. Por isso é uma grande pena saber o grupo se esfacelou apenas três anos depois deste lançamento.

Ouça “London Calling


NirvanaNevermind – 1991

Nirvana
Nevermind

Como já dissemos, querer resumir a história do rock objetivamente em dez discos é simplesmente impossível, já que para cada disco desta lista, pelo menos outros dez poderiam facilmente ter entrado.

Dito isso, encerramos a relação com o segundo álbum do Nirvana por ele representar um dos últimos, senão o último, momento em que o rock realmente significou alguma coisa em um aspecto mais amplo. O trio não só influenciou a criação de novas bandas, como também fez muito artista estabelecido rever os seus conceitos.

Nirvana

Sim, podemos falar que musicalmente a banda de Kurt Cobain não trazia nada de novo, mas só o fato deles terem conseguido penetrar no mainstream com uma música que há tempos estava restrita ao underground já merece os nossos aplausos.

Acima de tudo, “Nevermind” é um belo disco que mistura barulho e apelo pop com rara maestria. Óbvio que o suicídio de Cobain em 1994 deixou um clima amargo nessa história, mas o disco ainda hoje se sustenta muito bem – um bom teste para ser feito por quem não o escuta faz tempo.

A mistura de sucesso e tragédia também elevou Kurt ao nível dos grandes mitos – vejam a quantidade de jovens que podem ser vistos pelas ruas com camisetas da banda – e sua influência continua a ser muito sentida no rock contemporâneo.

Ouça “Smells Like Teen Spirit

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