“Dragon Ball” volta à TV após 18 anos: saiba tudo sobre a saga

DivulgaçãoImagem de divulgação do animê "Dragon Ball Super", que estreou no Japão em 5/7/2015

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    "Dragon Ball" volta à TV após 18 anos: saiba tudo sobre a saga

    Imagem de divulgação do animê “Dragon Ball Super”, que estreou no Japão em 5/7/2015

Foram 18 anos de espera, mas a aguardada sequência das aventuras de Goku, sua família e amigos após o estrondoso sucesso de “Dragon Ball Z”, um dos animês mais cultuados de todos os tempos, estreou na televisão japonesa no último domingo (5). “Dragon Ball Super” retoma a história seis meses após a derrota de Majin Boo no final da série “Z” (concluída em 1996), traz de volta personagens consagrados e conta com a assinatura do criador da saga, Akira Toriyama.

Ainda sem previsão para estreia em outros países, “Dragon Ball Super” está planejada para 100 episódios e confirma a popularidade de uma série que marcou época no Japão e em vários países. Enquanto a nova série não chega por aqui, os brasileiros podem assistir a “Dragon Ball Z – O Renascimento de Freeza”, novo longa-metragem da franquia que estreou recentemente nos cinemas, ou mergulhar na lista de fatos e curiosidades sobre a saga que o Popzone apresenta a seguir:

1. Dragon Ball se originou no mangá, os quadrinhos japoneses. A série de mangá estreou em 1984 na revista semanal “Shonen Jump”. Sua compilação possui 42 volumes encadernados, sendo que os primeiros 16 correspondem à primeira série de TV. Do 17 ao 42, são os que cobrem os eventos referentes ao animê “Dragon Ball Z”. No Brasil, o mangá saiu primeiro pela editora Conrad, entre 2000 e 2003, em um formato diferente do original. A mesma editora começou a publicar “Dragon Ball – Edição Definitiva” em 2009, mas a coleção ficou incompleta devido a divergências com a editora japonesa Shueisha. Em 2012, “Dragon Ball” começou a ser republicado pela Panini e já está no volume 37.

2. A sigla “Z” só é usada no animê, uma jogada de marketing dos produtores para diferenciar a série de TV com o Goku adulto, mais focada em batalhas, sendo que a original tinha mais humor. O “Z”, lido no Japão como “zetto”, tem o sentido de “final”, “definitivo”, pelo fato de Z ser a última letra do alfabeto. No Brasil, a Conrad inseriu o Z no título para atrair mais leitores.

3. A história original é vagamente inspirada em “Jornada para o Oeste”, antiga história chinesa estrelada por Son Goku, macaquinho mágico que usa um bastão de combate. No mangá de Akira Toriyama, Son Goku é um humano vindo do planeta Saiya, tem rabo de macaco e usa um bastão para lutar, transformando-se num macaco gigante quando olha para a lua cheia.

4. A primeira série animada de Dragon Ball começou em 1986 e chegou a 153 episódios, além de ter tido alguns especiais de cinema. No Brasil, foi vista primeiro no SBT e depois passou pela Globo e Cartoon Network. Já “Dragon Ball Z” teve 291 episódios entre 1989 e 1996, além de vários especiais de cinema. No Brasil, parte da saga passou na Band e o restante na TV Globo. Foi um caso único em que uma série foi renegociada durante a exibição para mudança de emissora, tudo por causa de sua grande repercussão. Posteriormente, o Cartoon Network exibiu a série, que também passou no Tooncast.

5. “DBZ” foi sucedida em 1996 por “Dragon Ball GT”, que não fazia parte do mangá original e teve pouca participação criativa do autor Akira Toriyama. GT vem de “Gran Turismo”, nome de uma categoria do automobilismo e foi usada no sentido de “grande jornada”. Chegou a 64 episódios e, no Brasil, passou no Cartoon Network, Globo e Bandeirantes.

6. A nova série, “Dragon Ball Super”, aparentemente desconsidera a série “Dragon Ball GT”, que passa a ser vista como tendo se passado em um universo alternativo. Na verdade, muitos fãs já consideravam “GT” dessa maneira.

7. Na saga de Dragon Ball, os nomes de personagens têm em geral um efeito cômico. Gohan significa “arroz” ou “refeição” em japonês. Kakarotto, o nome de Goku em seu planeta natal, é uma corruptela de “carrot”, ou “cenoura” em inglês. Havia ainda o vilão Garlic Jr, sendo que “garlic” significa “alho” em inglês. Bulma (ou “Buruma”, pela pronúncia japonesa) vem de “bloomer”, que no Japão é o nome dado aos shortinhos usados por meninas em aulas de educação física. E o poderoso Trunks pode ser chamado de “calção”. Isso, só para citar alguns exemplos.

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Cena de “Dragon Ball Z – O Renascimento de Freeza”, em cartaz nos cinemas

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8. Para conquistar um novo público, a Toei Animation lançou em 2006 “Dragon Ball Kai”, sendo que “kai” significa “revisão”. Tratava-se de uma versão condensada, remasterizada em HD e com novas falas da série “Dragon Ball Z”. Também já foi exibida no Cartoon Network.

9. A personagem Chichi, esposa de Goku e mãe de Gohan e Goten, apareceu na primeira fase da série ainda criança. Na ocasião, a simpática filha do Rei Cutelo usava um capacete que imitava os poderes do antigo super-herói japonês dos anos 60, o Ultraseven. Chichi disparava um raio da gema localizada na altura da testa e, no topo do capacete, havia um bumerangue cortante em forma que podia ser arremessado pra fatiar o adversário. Exatamente como o antigo herói, ainda bastante popular em seu país de origem.

10. No Japão, a voz de Goku é feita pela veterana dubladora Masako Nozawa. Ela fez a voz de Goku na versão criança e manteve o papel para dublá-lo na fase adulta, além de fazer também a voz de Gohan e Goten, os filhos do herói. Na nova série, “Dragon Ball Super”, ela volta a dublar Goku, Gohan e Goten. Masako Nozawa se mantém na ativa aos 78 anos de idade e começou fazendo pequenos papeis com apenas três anos. É uma das dubladoras mais importantes e respeitadas de seu país.

11. No Brasil, a voz de Son Goku ficou a cargo de Wendel Bezerra. Ele também fez as vozes do Bob Esponja e de Jackie Chan na animação “As Aventuras de Jackie Chan”, entre outros personagens famosos. Wendel tem dois irmãos que também são dubladores: Ursula Bezerra, que fez a voz de Goku quando criança e é a dubladora do Naruto, e Ulisses Bezerra, famoso pela voz de Andrômeda, dos Cavaleiros do Zodíaco.

12. Na trilha sonora original de Dragon Ball Z, o nome mais lembrado é o do cantor Hironobu Kageyama (leia “Kagueyama”), que cantou as aberturas originais “Cha-la Head Cha-la” e “We Gotta Power”. Kageyama, que também cantou temas de “Changeman”, “Cavaleiros do Zodíaco” e “Maskman”, já fez muitos shows no Brasil, onde não podem faltar os temas de “Dragon Ball Z”. No Japão, segue em plena atividade à frente da banda JAM Project, especializada em anisongs, os temas de animê.

13. O título original do recente longa “Dragon Ball Z – O renascimento de Freeza” é “Dragon Ball Z – Fukkatsu no [F]”, sendo que “fukkatsu” é “ressurreição” ou “renascimento”. Inicialmente, foi anunciado como título brasileiro “A Ressurreição de F”, mas optaram por divulgar o nome do vilão.

14. O tema musical principal do novo filme é “Z no Chikai” (ou “O voto de Z”), cantado pelo grupo pop Momoiro Clover Z, que existe desde 2008 e é formado por cinco garotas. Em janeiro, elas lançaram uma canção gravada em conjunto com grupo americano KISS, numa parceria bem inusitada. A letra Z do nome da banda tem, como em Dragon Ball, o sentido de definitivo e foi adotado depois da saída de uma integrante em 2011.

15. Antes de “Dragon Ball” e sua franquia milionária, Toriyama já havia mostrado seu toque de gênio com “Dr. Slump” (de 1980), série cômica parcialmente publicada no Brasil pela editora Conrad. “Dr. Slump” teve sua própria série animada e até protagonizou um crossover com “Dragon Ball”. Foi na primeira fase da série, quando há uma sequência em que Goku vai até a pacata Vila Pinguim e lá recebe a ajuda da simpática e superforte androide Arale.

Assista ao primeiro episódio de “Dragon Ball Super” legendado

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