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“Consigo falar para o público de zero a 80 anos”, diz Silvia Abravanel

  • Reprodução/Instagram/silviaabravanel/

    "Consigo falar para o público de zero a 80 anos", diz Silvia Abravanel

    Silvia Abravanel, diretora do núcleo infantil do SBT, à frente do infantil “Bom Dia & Cia”

À frente do “Bom Dia & Cia” há seis dias, Silvia Abravanel, 44 anos, já está adaptada ao cargo de “tia Silvia”, e acredita que está atraindo para o programa matutino um novo público, os jovens. Em conversa com o Popzone, a diretora do núcleo infantil do SBT contou que tem recebido diversas mensagens de adolescentes, e disse que só aceitou o desafio de ir para a frente das câmeras porque foi “no susto” e não precisou pensar muito na decisão.

“Se não fosse da noite para o dia eu não ia. Sou muito tímida, essa coisa de apresentar mexe comigo. Fico pensando o que as pessoas vão falar. Não que eu me importe, mas estou há muito tempo fora do ar, não estou nem magrinha. Sempre existe uma cobrança por conta do meu pai [Silvio Santos]. Antigamente, quando era mais nova, sofria muito com as comparações. Meu pai dizia: ‘Para com isso, você acha que ligo para quem fala mal de mim?’. Hoje penso: ‘Fale mal ou falem bem, mas falem de mim’. Estou mais calejada”, disse Silvia, que estava havia onze anos atuando apenas nos bastidores.

A diretora está apresentando o programa no lugar de Matheus Ueta e Ana Julia, atores mirins que foram afastados da atração por tempo indeterminado por uma decisão da Justiça de São Paulo, que vê a necessidade de uma adequação nos horários das crianças.

Reprodução/Facebook/Matheus Ueta

"Consigo falar para o público de zero a 80 anos", diz Silvia Abravanel

Matheus Ueta e a colega Ana Julia do “Bom Dia & Cia”, do SBT

"Consigo falar para o público de zero a 80 anos", diz Silvia Abravanel

À vontade no papel de apresentadora, Silvia tem acordado às 6h30 e contado com o apoio do marido, o sertanejo Edu Pedroso, que nos três primeiros dias ajudou a conduzir a mulher no programa. Ela garantiu não fazer uso de personagens e tem se inspirado nas filhas, Luana, de 16 anos, e Amanda, 9.

“Tenho que ser eu ali, porque senão as pessoas vão comparar com o que sou e não irão me ver na televisão. E acho isso desagradável. Como sou mãe, tia e um monte de coisa, o personagem que eu faço ali, entre aspas, é ser a tia Silvia.  Com isso vou sendo eu mesma. Chego ali de coração aberto, mente aberta. Falo o que vem na telha, como se estivesse conversando com uma pessoa, sem imaginar que estou em frente às câmeras”, afirmou.

Apesar da surpresa com a nova função, a diretora revelou que a ideia de ter um adulto no matutino é antiga. Quando dirigia Maisa Silvia — a Maisinha — Silvio Santos chegou a sugerir a contratação de uma apresentadora experiente para fazer companhia para sua pupila, pois gostava da forma como a filha se comunicava com a apresentadora mirim. “Eu era a mãezinha fofa que falava com a filha. [Procuramos pessoas com este estilo], mas sempre apareciam as gostosonas, bonitonas, nenhuma com o perfil de mãe. Não queríamos ninguém que tivesse cara de boneca. Aí, de repente apareceu a oportunidade, me colocaram ali e está dando certo. Tenho um perfil de mãe”, defendeu.

Como sou mãe, tia e um monte de coisa, o personagem que eu faço ali, entre aspas, é ser a tia Silvia. Com isso vou sendo eu mesma. Chego ali de coração aberto, mente aberta. Falo o que vem na telha, como se estivesse conversando com uma pessoa diz Silvia Abravanel

"Consigo falar para o público de zero a 80 anos", diz Silvia Abravanel

Segundo a profissional, a atração tem um público muito específico e, por isso, funciona tanto com uma criança no comando quanto com uma mulher adulta que não exale sensualidade. “O ‘Bom Dia’ é para a mãe que fica em casa com o filho que estuda no período da tarde. Faço com que ela se identifique comigo e, com isso, permita que o filho assista ao programa. Consigo falar para o público de 0 a 80 anos. Se precisar falar com a vovó ou com o vovô também saberei, consigo entrar no universo deles com facilidade”.

Para a diretora, o fato de ter um adulto à frente de uma atração infantil não impacta nas características do programa — que além de exibir desenhos animados, também promove sorteios e gincanas. “Crianças costumam ser competitivas. Por exemplo, a menina pode não gostar da Ana Julia porque ela gostaria de estar no lugar dela, e o mesmo pode acontecer com o menino quando vê o Matheus. O fato de eu estar ali não faz com que as mães queiram estar no meu lugar. Na verdade, elas gostariam que seus filhos me acompanhassem. Estou, inclusive, atraindo os adolescentes, que era um público que não tínhamos antes. Tenho recebido mensagens assim: ‘Tenho 18 anos, nunca acompanhei o programa, mas com você vou ver’. Está  bem legal”.

Enquanto a determinação do juiz do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, Flavio Bretas Soares, não é alterada, a filha número dois do dono do Baú segue à frente do matutino. Ela conta com a ajuda da produtora Fernanda Sanae, que está responsável pela direção do quadro. Aos sábados, Silvia continua dirigindo Silvio no “Roda Roda Jequiti”.

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