Brasil fica de fora da disputa por Oscar de filme estrangeiro

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O Grande Circo Místico, escolha do Ministério da Cultura (MinC) para representar o Brasil na briga por uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2019, não seguirá na disputa. A Academia de Hollywood, responsável pela premiação, anunciou nesta segunda-feira, 17, nove longas que passarão pela triagem que definirá os cinco indicados.

Foram pré-selecionados filmes da Colômbia (Pássaros de Verão), Dinamarca (Culpa), Alemanha (Werk ohne Autor), Japão (Assunto de Família), Cazaquistão (Ayka), Líbano (Cafarnaum), México (Roma), Polônia (Guerra Fria) e Coreia do Sul (Em Chamas).

O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues, estava entre os 87 filmes originalmente considerados na categoria. Sétimo longa do diretor a tentar indicação ao Oscar, a produção acompanha 100 anos de trajetória de uma família dona de um circo. Inspirado em poema homônimo de Jorge de Lima, parte do livro A Túnica Inconsútil, de 1938, o filme tem no elenco nomes como Jesuíta Barbosa, Bruna Linzmeyer, Antônio Fagundes, Juliano Cazarré e o francês Vincent Cassel.

O longa foi exibido no Festival de Cannes deste ano, fora de competição. Em entrevista a VEJA, Diegues falou sobre a presença de seu filme no evento: “Não podemos transformar Cannes ou prêmios como o Oscar no juiz supremo dos nossos filmes. Eles são importantes, pois abrem um circuito internacional para o longa. Mas o fato de a produção ter sido escolhida para a seleção não é o que define a qualidade do filme. Isso quem decide é o público”.

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