Marcão do Povo é suspenso pela Record após ataque racista à Ludmilla

Apresentador foi substituído no comando do “Balanço Geral DF” (Reprodução/ Record)O apresentador Marcão do Povo, do “Balanço Geral DF”, de Brasília, tentou negar ser racista, após chamar a cantora Ludmilla de “macaca” e atribuiu o fato de ter usado o termo ofensivo ao que chamou de “vício de linguagem”. “O termo ‘macaco’ é utilizado no Centro-Oeste sem teor pejorativo”, disse ele. A tentativa de colocar panos quentes em seu discurso racista, porém, não surtiu efeito e o apresentador foi suspenso pela Record.

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O apresentador Marcão do Povo, do “Balanço Geral DF”, de Brasília, tentou negar ser racista, após chamar a cantora Ludmilla de “macaca” e atribuiu o fato de ter usado o termo ofensivo ao que chamou de “vício de linguagem”. “O termo ‘macaco’ é utilizado no Centro-Oeste sem teor pejorativo”, disse ele. A tentativa de colocar panos quentes em seu discurso racista, porém, não surtiu efeito e o apresentador foi suspenso pela Record.

Após ser duramente criticado por Ludmilla e ver seu ataque à cantora ganhar repercussão negativa, Marcão do Povo foi afastado da bancada do “Balanço Geral DF”, nesta quarta-feira (18), um dia após o ter ofendido a funkeira. O apresentador foi substituído por Dionísio Freitas no comando do programa.

Além de denunciar Marcão do Povo por racismo, Ludmilla afirmou que “tomará todas as medidas legais cabíveis” por meio de seus advogados, e também usou as redes sociais para desabafar sobre o ataque. “Infelizmente, ainda existem pessoas que não compreendem que a discriminação racial é crime e alguns, ainda usam o espaço na mídia para noticiar mentiras ao meu respeito, ofender, menosprezar e propagar todo o seu ódio. Não deixaremos impune tais atos, trata-se de um desrespeito absurdo, vergonhoso. Fica evidente que esse cidadão Marcão não possui nenhum pudor ou constrangimento em ofender alguém em rede nacional. Como já foi dito por Paulo Autran, ‘todo preconceito é feito da ignorância’, visto que os racistas não possuem um conhecimento de moralidade, tratando sua própria cor de pele como superior e única. Isso tem que ser combatido e farei a minha parte, quantas vezes for necessário”, escreveu ela nas redes sociais.

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