Kate Beckinsale volta em mais uma sequência de “Anjos da Noite”

A atriz britânica Kate Beckinsale veste de novo seu traje de látex para viver a vampira Selene, no mais recente título da saga de terror "Anjos da Noite", sobre o conflito entre vampiros e lobisomens.

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A atriz britânica Kate Beckinsale veste de novo seu traje de látex para viver a vampira Selene, no mais recente título da saga de terror “Anjos da Noite”, sobre o conflito entre vampiros e lobisomens.

Sangue, tripas, brigas hilariantes de tão inverossímeis são a marca registrada de uma série que teve início em 2002 e que estreia nesta sexta-feira (6) nos Estados Unidos sua quinta parte: “Anjos da Noite – Guerras de Sangue”.

Dirigida por Anna Foerster (“Criminal Minds”), o filme é coprotagonizado por Theo James, astro da série cinematográfica “Divergente”, e Lara Pulver, de “Sherlock”.

Nela, a vampira guerreira Selene tem que se defender dos ataques dos brutais Lycans, assim como de uma facção de seu clã de vampiros que a traiu e quer tomar o poder.

A simplicidade do roteiro contrasta com a própria Beckinsale, uma respeitada atriz que faz campanha em Los Angeles por um aplaudido filme de época, enquanto promove em Miami esta “saga gore”, que dá a seus fãs um imenso prazer culpado.

A intérprete de 43 anos indicada ao prêmio Critics Choice de melhor atriz de comédia por “Amor & Amizade” (baseada em um romance de Jane Austen), apesar de ter perdido.

Mas, para Beckinsale, que transita fluidamente entre distintos gêneros, não há contradição entre o papel de heroína sexy de malha justa e seu papel na indústria do cinema como inspiração para as mulheres.

Cena de “Anjos da Noite: Guerras de Sangue”
imagem: Reprodução

“Não acho que o primeiro ‘Anjos da Noite’ teria funcionado se o personagem tivesse sido abertamente sexy ou sexualizado”, declarou à AFP em um hotel em Miami. “Sim, tem esse traje de látex, mas não mostramos pele nem peitos”.

Em compensação, a atriz britânica – que ganhou fama em 2001 graças a “Pearl Harbor” – acha que o papel da vampira guerreira que deu a ela uma legião de fãs fieis ao longo de mais de uma década é bem mais sombrio.

“Selene é bonita, mas não tem uma ostentação sexualmente estimulante. Se fosse só isso, não existiriam cinco filmes, porque isso não teria sido interessante a longo prazo”.

Apesar das sequências anteriores da saga terem críticas devastadoras e a atual não ter pretensões de melhorar a recepção, “Anjos da Noite” é, de qualquer maneira, reconhecido na indústria como uma das primeiras sagas protagonizadas por uma mulher em um gênero – ação e terror – onde as mulheres costumam ser objetos decorativos.

“Com o primeiro ‘Anjos da Noite’, foi uma grande novidade que uma mulher tivesse um papel principal neste tipo de filme”, afirmou Beckinsale.

“Sim, teve a Ripley em ‘Alien'”, acrescentou, referindo-se à personagem vivida por Sigourney Weaver na saga “O oitavo passageiro”. “Mas, fora isso, não havia muitas”.

Depois vieram outros filmes de ação protagonizadas por mulheres, como “Kill Bill”, “Resident Evil” e, mais recentemente, “Jogos vorazes”, por exemplo.

“Já não é uma novidade e é um raro privilégio ter sido parte disso”, enfatizou.

Nas revistas especializadas, Beckinsale – que estudou em Oxford – é descrita por seu estilo impecável de vestir e por sua inteligência, o que costuma ser considerado um algo a mais em uma atriz.

“Suponho que é surpreendente estar em uma indústria em que as pessoas questionam estas coisas”, comentou.

“Mas as mulheres têm se permitido ser vistas como algo mais que apenas bonitas. Todas somos muitas coisas. Se alguém por acaso é bonito, isso não é sequer uma conquista pessoal”, conclui.

 

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