Descolonização e cultura tribal estão em mostra de filmes africanos em BH

Divulgação"A Pequena Vendedora do Sol" O público belorizontino ainda pode conferir até 22 de setembro a mostra Clássicos Africanos. Ao todo são 23 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, de 16 cineastas. Toda a programação é gratuita (retirada de ingressos a partir de 30 minutos antes de cada sessão).

As produções, que abrangem um amplo recorte da década de 1950 a de 1990, têm em comum a valorização das identidades, com diferentes temáticas ganhando as telas após o período de descolonização, que até então trazia trabalhos de tom mais documental realizadas por olhares estrangeiros.

As sessões exibem produções de países como Senegal, Nigéria, Egito e Mali. Dentre elas estão obras raras, como "A Negra de…" (1966), de Ousmane Sembene, considerado o pai do cinema africano. Destaque também para "A Viagem da Hiena" (1973), que num período de incertezas e abertura política dá voz à juventude senegalesa.

Já nos anos 80, diferentes propostas buscam um retorno às origens, com discussões sobre costumes tribais da cultura africana, a exemplo de "Finzan" (1989), de Cheick Oumar Sissoko, que aborda a polêmica questão da circuncisão africana.

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    Descolonização e cultura tribal estão em mostra de filmes africanos em BH
    “A Pequena Vendedora do Sol”

     

O público belorizontino ainda pode conferir até 22 de setembro a mostra Clássicos Africanos. Ao todo são 23 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, de 16 cineastas. Toda a programação é gratuita (retirada de ingressos a partir de 30 minutos antes de cada sessão).

As produções, que abrangem um amplo recorte da década de 1950 a de 1990, têm em comum a valorização das identidades, com diferentes temáticas ganhando as telas após o período de descolonização, que até então trazia trabalhos de tom mais documental realizadas por olhares estrangeiros.

As sessões exibem produções de países como Senegal, Nigéria, Egito e Mali. Dentre elas estão obras raras, como “A Negra de…” (1966), de Ousmane Sembene, considerado o pai do cinema africano. Destaque também para “A Viagem da Hiena” (1973), que num período de incertezas e abertura política dá voz à juventude senegalesa.

Já nos anos 80, diferentes propostas buscam um retorno às origens, com discussões sobre costumes tribais da cultura africana, a exemplo de “Finzan” (1989), de Cheick Oumar Sissoko, que aborda a polêmica questão da circuncisão africana.

Serviço
Mostra Clássicos Africanos
Quando:
até 22 de setembro
Onde: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena, 1537 – Centro)
Quanto: entrada gratuita
Classificação: sob consulta (retirada de ingresso 30 minutos antes de cada sessão)
Mais informações: (31) 3236-7400

Divulgação

Descolonização e cultura tribal estão em mostra de filmes africanos em BH
Cena do filme “A Viagem da Hiena”

 

PROGRAMAÇÃO

Sexta (16)
17h | Taafe Fanga, poder de saia, de Adama Drabo (Taafe Fanga, pouvoir de pagne, FRA-Mali, 1997) | 103′
19h | Tabataba, de Raymond Rajaonarivelo (FRA-Madagascar, 1987) | 79′
21h | CURTAS 03 | 72′
O regresso de um aventureiro, de Moustapha Alassane (Le Retour d’um Aventurier, FRA, 1966) | 34′
Os cowboys são negros, de Serge-Henri Moati (Les cow-boys sont noir, FRA, 1966) | 15′
O Jogo, de Abderrahmane Sissako (Le Jeu, Mauritânia- FRA, 1988) | 23′

Sábado (17)
16h | Jom ou a história de um povo, de Ababacar Makharam (FRA- Senegal, 1981) | 76′
18h | Finzan, de Cheick Oumar Sissoko (FRA-Mali, 1989) | 105′
20h | CURTAS 4 | 80′
O Carroceiro, de Ousmane Sembene (Borom Sarret, Senegal, 1963) | 20′
A Negra de…, de Ousmane Sembene (La noire de…, Senegal-FRA, 1966) | 60′
Domingo (18)
16h | Os combatentes africanos da Grande Guerra, de Laurent Dussaux (FRA, 1983) | 82′
18h | Bako, a outra margem, de Jacques Champreux (Bakp, l’outre rive, FRA-Mali,1978) | 109′
20h | Questão de Honra, de Idrissa Ouedraogo (Tilai, FRA- Burkina Faso, 1990) | 81′

Segunda (19)
17h | A Viagem Da Hiena, de Djibril Diop Mambéty (Touki Bouki, Senegal, 1973) | 90′
19h | Safrana, ou o direito à palavra de Sidney Sokhona (FRA- Mauritânia, 1978) | 121′
21h15 CURTAS 02 | 80′
África sobre o Sena, de Mamadou Sarr e Paulin Vieyra (FRA-SENEGAL, 1957) | 21′
E não havia mais neve…, de Ababacar Samb Makharam (Et la neige n’était plus, FRA-SENEGAL, 1965) | 22′
Paris é bonita, de Inoussa Ousseini (Paris c’est joli, FRA, 1974) | 23′
Os príncipes negros de Saint-German-Des-Prés, de Ben Diogaye Beye (FRA-SENEGAL, 1975) | 14′

Terça (20)
17h | Finzan, de Cheick Oumar Sissoko (FRA-Mali, 1989) | 105′
19h CURTAS 03 | 72′
O regresso de um aventureiro, de Moustapha Alassane (Le Retour d’um Aventurier, FRA, 1966) | 34′
Os cowboys são negros, de Serge-Henri Moati (Les cow-boys sont noir, FRA, 1966) | 15′
O Jogo, de Abderrahmane Sissako (Le Jeu, Mauritânia- FRA, 1988) | 23′ 21h
Carta camponesa, de Safi Faye (Lettre paysanne, FRA-SENEGAL, 1973) | 98′

Quarta (21)
17h | Tabataba, de Raymond Rajaonarivelo (FRA-Madagascar, 1987) | 79′
19h CURTAS 4 | 80′
O Carroceiro, de Ousmane Sembene (Borom Sarret, Senegal, 1963) | 20′
A Negra de…, de Ousmane Sembene (La noire de…, Senegal-FRA, 1966) | 60′
21h | Taafe Fanga, poder de saia, de Adama Drabo (Taafe Fanga, pouvoir de pagne, FRA-Mali, 1997) | 103′

Quinta (22)
15h CURTAS 01 | 67′
A Pequena Vendedora De Sol, de Djibril Diop Mambéty (La Petite Vendeuse De Soleil, FRA-SEN-SUI, 1999) | 44′
Fary, A Jumenta (Fary l’anesse, FRA-SENEGAL, 1989) | 21′
17h | Uma Aventura na África, de John Huston (The African Queen, EUA-ING, 1951) | 14 anos | 105′
19h30 Jom ou a história de um povo, de Ababacar Makharam (FRA- Senegal, 1981) | 76′
21h | O Destino, de Youssef Chahine (Al-Massir, Egito-FRA, 1997) | 128′

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