Fifth Harmony, The Monkees e Catfish And The Bottlemen estão nos “Lançamentos da Semana”

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Fifth Harmony7/27

Fifth Harmony
7/27

Com esse segundo disco, as garotas do Fifth Harmony deixamd e vez para trás as desconfianças, naturais, que todo grupo revelado em um programa de televisão tende a gerar.

7/27” é um bom disco de pop radiofônico e mostra que as cinco estão cada vez mais seguras de seu talento.

O que não temos aqui é um envolvimento delas na produção ou composição do material, de resto algo esperado, ao menos ainda nessa etapa da carreira delas.

Felizmente, elas contam com uma boa equipe por trás, especialmente o produtor Stargate, cujo nome aparece em metade das faixas da versão standard do trabalho.

Fifth Harmony

A presença de nomes como Fetty Wap e Missy Elliott – que domina “Not That Kinda Girl” – também dão credibilidade ao disco que deverá emplacar mais alguns singles nas paradas e programações de rádio.

7/27” mostra-se um disco de fácil audição – o fato dele ser relativamente curto é um ponto a favor – ainda que longe do revolucionário.

De qualquer forma, ele é forte o bastante para manter o nome delas na mídia e para gerar uma turnê bem sucedida, algo que os brasileiros poderão conferir em breve nos aguardados shows do grupo por aqui.

Ouça “Write On Me” com o Fifth Harmony presente no álbum “7/27


The MonkeesGood Times!

The Monkees
Good Times!

A história dos Monkees é uma das mais fascinantes de toda a música pop. O grupo foi uma criação dos produtores Bob Rafelson e Bert Schneider, que seriam figuras fundamentais na renovação passada pelo cinema americano entre final dos anos 60 e a década de 70.

A ideia era a de fazer uma série sobre uma banda de rock em busca do sucesso baseada nos filmes dos Beatles. Para isso audições foram feitas e assim chegou-se a um quarteto com Mickey Dolenz, Peter Tork, Michael Nesmith e David Jones.

As canções que o grupo cantaria na telinha seriam escritas por compositores profissionais e tocadas por músicos de estúdio. A grande sacada foi a de chamar os personagens com os nomes de seus intérpretes, criando assim uma mistura de ficção e realidade.

The Monkees
Michael Nesmith, Micky Dolenz e Peter Tork

A série estourou e logo um mercado para a banda pronto a ser explorado surgiu, forçando a banda “de mentira” a tonar-se uma verdadeira. Obviamente eles eram vistos como uma armação e artistas pré-fabricados pelos fãs de música “autêntica”, o que de fato era verdade.

Incomodados com isso os quatro – especialmente Nesmith e Tork, os dois que de fato eram músicos da trupe – brigaram por mais liberdade artística e até a conseguiram.

Hoje em dia é possível admirar os álbuns de ambas as fases do grupo, todos com pérolas pop e o grupo de certa forma foi “reabilitado”. A série acabou cancelada depois de dois anos e 58 episódios, mas o culto aos Monkees seguiu firme e forte pelas décadas seguintes – desde a década de 80 que eles, ou ao menos alguns deles se reúnem para gravar ou excursionar.

The Monkees

Esse “Good Times!“, chega para marcar os 50 anos da banda e é um disco surpreendente. Hoje em dia apenas Dolenz e Tork fazem shows.

Jones morreu em 2012 e Nesmith, que sempre foi o mais talentoso musicalmente se tornou milionário nas décadas seguintes – ele foi um dos pioneiros do mundo dos clipes – e não gosta de se comprometer muito com a vida na estrada.

Mas todos eles estão aqui. Isso porque o álbum tem várias faixas gravadas, mas não lançadas, por eles na década de 60, que foram retrabalhadas em estúdio. Isso permitiu a presença de David Jones no álbum, assim como Nesmith que toca e canta em algumas faixas.

O disco ainda tem canções escritas pelos integrantes – uma para cada um – e, a melhor parte, músicas inéditas escritas por gente como Rivers Cuomo do Weezer, Noel Gallagher (em parceria com Paul Weller) e Andy Partridge do XTC.

Capitaneando o projeto está Adam Schlesinger do Fountains Of Wayne que já havia feito um projeto semelhante a esse com o America na década passada. A ele devem ser dados os créditos por ter conseguido fazer não só um disco digno e tocante da banda, mas um que pode ser considerado um dos melhores de 2016. Ouça e comprove.

Ouça “She Makes Me Laugh” com os Monkees presente no álbum “Good Times!


Catfish And The BottlemenThe Ride

Catfish And The Bottlemen
The Ride

Pouco conhecida por aqui, essa banda galesa, é bastante cultuado no Reino Unido, tanto que esse álbum acaba de estrear no topo da parada britânica, desbancando o todo-poderoso Drake.

O som do Catfish And The Bottlemen não te muito segredo. É um indie rock musculoso, baseado em guitarras pesadas e com melodias fortes.

Assim, ele tem tudo para agradar os fãs de bandas como Arctic Monkeys e do rock independente feito na década passada.

Assim, fica claro que inovação não é uma palavra chave aqui, mas isso não chega a ser um problema, já que as canções são bem executadas e compostas, resultando em um trabalho que se mostra bastante competente e agradável.

Ao mesmo tempo, é visível que o quarteto está em evolução. Por isso vale a pena seguir os passos deles. O Catfish And The Bottlemen ainda não chegou lá, mas certamente está no caminho e tem tudo para surpreender em um futuro não muito distante,

Ouça “Soundcheck” com o Catfish And The Bottlemen presente no álbum “The Ride

Fonte: Popzone

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