Há 30 anos Peter Gabriel lançava “So” e revolucionava o mundo dos clipes

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Peter Gabriel
Cena do clipe “Sledgehammer”

Há exatos 30 anos Peter Gabriel lançou seu quinto e mais bem sucedido álbum. “So” na época surpreendeu por ser, de longe, o trabalho mais pop do músico, que, antes, era mais conhecido por seu passado como vocalista do Genesis em sua fase mais progressiva e por seus discos solo mais experimentais, ainda que acessíveis.

Peter Gabriel
So

Em “So“, Gabriel abriu-se para uma sonoridade mais contemporânea e deixou vir à tona a sua paixão não só pela World Music – que já era visível em seus trabalhos anteriores – mas também à música negra americana, fosse ela mais clássica ou atual.

Essa faceta ficou especialmente visível no maior hit do disco, a dançante “Sledgehammer” – lançada como single pouco antes da chegada do álbum à lojas.

A faixa chegou no topo da parada americana e em quarto na britânica.

Mais importante, ela rendeu um dos clipes mais impressionantes que o mundo já havia visto. Um festival de efeitos especiais e criatividade, o vídeo levou nove prêmios no VMA da MTV, número ainda hoje não superado por ninguém.

Veja abaixo as razões para tamanho sucesso

A outra canção mais dançante do disco “Big Time” também ganhou um vídeo que marcou época, novamente fazendo uso de diversas técnicas de animação.

Essas duas canções podem ter assustado um pouco os fãs mais antigos, especialmente nos anos 80, quando os mundos do pop radiofônico e do “rock sério” raramente dialogavam. Mas quem escutou “So” na íntegra, logo encontrou traços, do “Gabriel das antigas” nas demais faixas.

Don’t Give Up“, uma balada luxuosa com participação de Kate Bush – vista na época como uma espécie de equivalente feminino do cantor – sendo um bom exemplo.

“So” também tem uma canção muito querida no Brasil. “Mercy Street” não foi lançada como single, mas cinco anos depois de seu lançamento foi escolhida como tema de abertura da minissérie global “O Sorriso Do Lagarto”, o que fez com que a música se popularizasse no país. O sucesso, mesmo que tardio, certamente deixou Gabriel feliz, já que sua base rítmica é totalmente derivada do nosso baião, incluindo uma levada de triângulo.

O Legado

Peter Gabriel

So” se tornou um dos grandes best sellers dos anos 80, vendendo mais de cinco milhões de cópias nos EUA e quase um milhão no Reino Unido.

O sucesso, econômico também logicamente, permitiu que Gabriel construisse o estúdio “Real World”, ainda hoje um dos mais avançados e completos do mundo, usado por ele e por artistas do primeiro time para gravarem seus trabalhos.

A ascensão dele ao primeiro time da música pop também lhe abriu muitas janelas para divulgar de forma mais abrangente às várias causas sociais pelas quais ele sempre demonstrou interesse.

Dois anos depois do lançamento do disco ele veio cantar pela primeira vez no Brasil, exatamente em um mega-concerto organizado para celebrar os 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (Milton Nascimento, Youssou N’Dour, que também participa de “So”, Tracy Chapman, Sting e Bruce Springsteen também se apresentaram).

So” foi eleito um dos 500 melhores discos de todos os tempos pela edição americana da Rolling Stone e ganhou há cinco ano uma edição de luxo com vários extras.

Fonte: Popzone

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