Donald Sutherland faz piada e reclama do frio em evento do júri de Cannes

O Festival Cannes sempre reúne um belo time de estrelas no júri que vai escolher a Palma de Ouro, mas desta vez se superou. Na equipe presidida pelo australiano George Miller, diretor de “Mad Max: Estrada da Fúria”, reina soberano Donald Sutherland, 80, o presidente Snow da franquia “Jogos Vorazes”. Ao lado dele, três divas: Kirsten Dunst, de “Melancolia” e da série “Fargo”; a francesa Vanessa Paradis, ex de Johnny Depp; e a italiana Valeria Golino. O time ainda reúne o dinamarquês Mads Mikkelsen (de “A Caça” e futuro vilão da Marvel em "Doutor Estranho") e o húngaro László Nemes, diretor de “O Filho de Saul”, que venceu o Oscar de filme estrangeiro.

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O Festival Cannes sempre reúne um belo time de estrelas no júri que vai escolher a Palma de Ouro, mas desta vez se superou. Na equipe presidida pelo australiano George Miller, diretor de “Mad Max: Estrada da Fúria”, reina soberano Donald Sutherland, 80, o presidente Snow da franquia “Jogos Vorazes”. Ao lado dele, três divas: Kirsten Dunst, de “Melancolia” e da série “Fargo”; a francesa Vanessa Paradis, ex de Johnny Depp; e a italiana Valeria Golino. O time ainda reúne o dinamarquês Mads Mikkelsen (de “A Caça” e futuro vilão da Marvel em “Doutor Estranho”) e o húngaro László Nemes, diretor de “O Filho de Saul”, que venceu o Oscar de filme estrangeiro.

Na entrevista coletiva, Sutherland ligou o botão do saco cheio e resolveu fazer piada com cada pergunta. Um repórter perguntou como ele iria julgar os filmes e ele contou uma longa história: “Em 1936, um líder chinês perguntou a um general britânico o que ele pensava dos efeitos da Revolução Francesa no mundo. Ele respondeu: ‘Ainda é muito cedo para dizer'”, ironizou, comparando com a tarefa chata de falar dos filmes da seleção antes mesmo de assisti-los. Depois, passou o tempo reclamando do ar condicionado da sala: “Está congelando aqui onde eu estou sentado. Ça gèle!”, gritou em francês, para ver se algum funcionário do festival fazia alguma coisa. O ator era do elenco de “M.”, de Robert Altman, que venceu a Palma de Ouro em 1970.

Bem mais à vontade do que na coletiva de “Melancolia” em 2011, quando o diretor Lars Von Trier se pôs a brincar que simpatizava com os nazistas, Kirsten Dunst mostrou que não se sente muito feliz com papéis como a Mary Jane dos primeiros filmes do Homem-Aranha. “Precisamos de festivais como esse para fazer os filmes que gostamos. Senão estaríamos fazendo apenas os grandes blockbusters”.

Para Mikkelsen, alguém lembrou que ele já trabalhou com o diretor dinamarquês Nicholas Windin Refn, que está na competição este ano com “The Neon Demon”, e perguntou se isso não afetaria sua decisão. “Vou dizer o que eu penso, os outros também, e se houver consenso vamos escolher este ou aquele filme”.

Paradis lembrou que esta é a primeira vez dela no festival, mesmo sendo francesa e tendo mais de 20 filmes no currículo. “Estou entrando no festival pela cozinha, não pelo tapete vermelho”, brincou.

O júri ainda inclui a produtora iraniana Katayoon Shahabi e o diretor francês Arnaud Desplechin.

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