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“Continuo apavorado”, diz Domingos Montagner sobre novo protagonista às 21h

por Redação / Publicado em quinta-feira, 03 mar 2016 18:31 PM / / 254 views
  • Renato Rocha Miranda/TV Globo

    "Continuo apavorado", diz Domingos Montagner sobre novo protagonista às 21hDomingos Montagner será Santo na segunda fase de “Velho Chico”, nova novela das 21h

Santo é, antes de tudo, um forte. Arquétipo do herói, nas palavras do intérprete Domingos Montagner, o personagem é um dos protagonistas de “Velho Chico”, novela que substitui “A Regra do Jogo” no horário das 21h a partir de março. E mesmo o fato de já ter encarado o posto em trabalhos como “Sete Vidas”, “O Brado Retumbante” e “Romance Policial – Espinosa” não deixa o ator de 54 anos mais tranquilo frente à nova responsabilidade.

“Eu continuo apavorado do mesmo jeito (risos). Fico preocupado toda vez que entro num trabalho, novela é um compromisso muito grande. Você tem que sustentar o personagem por muito tempo. É uma condução diferente de uma série ou de um filme, que tem começo, meio e fim. É um volume enorme e você tem que ser mais flexível”, analisa.

Na novela de Benedito Ruy Barbosa, escrita por Edmara e Bruno Barbosa, Santo é filho dos retirantes Belmiro (Chico Diaz) e Piedade (Cyria Coentro/Zezita Matos), que encontram abrigo na fazenda Piatã, do capitão Ernesto Rosa (Rodrigo Lombardi). Como a trama, ambientada nos anos 60 até os dias atuais, atravessa gerações, o mesmo personagem também é vivido pelo menino Rogerinho Costa e por Renato Góes.

“É a primeira vez que construo um personagem com outro ator. Em ‘Sete Vidas’, eu e Jesuíta Barbosa convivemos pouco, ele fazia mais cenas de flashback do Miguel. Aqui, é a primeira fase que constrói a história, eu vou fazer a continuidade. Tem sido um trabalho muito legal de observação com o Renatinho. A gente tem que ver o personagem da mesma forma”, diz ele, que entra em cena no capítulo 25.

Urbano como um bom paulistano, o ator está ansioso para as primeiras gravações no sertão nordestino – região que ele conhece por conta de algumas sequências de “Cordel Encantado” e do filme “Gonzaga – De Pai pra Filho”. O ator conta que leu muito sobre a região do Rio São Francisco, pesquisou sobre as populações ribeirinhas e assistiu a longas como “Deus e o Diabo na Terra do Sol” e “Cabra Marcado Para Morrer”. Além disso, desde outubro, fez um trabalho de preparação com todo o elenco no galpão de experimentação artística comandado pelo diretor Luiz Fernando Carvalho, no Projac, teve aulas de prosódia e palestras com historiadores.

Amor impossível

Na trama, Santo se divide entre o amor impossível por Maria Tereza (Isabella Aguiar/Julia Dalavia/Camila Pitanga), filha de uma família rival, e o casamento com Luzia (Carla Fabiana/Larissa Góes/Lucy Alves), herdeira do capitão Rosa.

“No amor ele vive um conflito clássico. Tem um impedimento social, é uma abordagem épica de duas famílias que se opõem socialmente. Mas esse conflito não tira a determinação dele, o amor pela terra, pela família”, conta.

Inicialmente escalado para protagonizar “Sagrada Família”, de Maria Adelaide Amaral, Montagner acabou trocando de projetos com a mudança de novelas no horário nobre.

“Só tinha lido a sinopse e poucos capítulos. É lógico que a gente cria expectativa, nunca trabalhei com a Cacau (Cláudia Abreu) e o Giane (Reynaldo Gianecchini), que são grandes amigos. Nem sei se continua o mesmo elenco. Mas vim para outro projeto igualmente importante e fiquei superfeliz. Nunca tinha trabalhado com o Luiz, que tem um processo muito particular, e é ótimo viver essa experiência dentro da televisão”, afirma.

A estreia de “Velho Chico” vem cercada de expectativa, depois da dificuldade de “Babilônia” e “A Regra do Jogo” manterem bons números de audiência diante do embate direto com o fenômeno “Os Dez Mandamentos”, da Record. Mas isso não significa um peso maior sobre os ombros do ator.

“Não é uma responsabilidade além do que a gente está habituado, que é construir uma coisa nova que tenha impacto no público. A gente quer muito que tudo dê certo”, declara.

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