“Só o trabalho permite superar essa dor”, diz Nicette sobre Paulo Goulart

Divulgação/TV Cultura Convidada do "Persona em Foco", a atriz Nicette Bruno se emocionou ao falar da saudade que sente de Paulo Goulart em gravação do programa que vai ao ar nesta terça (1º) na TV Cultura.

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    "Só o trabalho permite superar essa dor", diz Nicette sobre Paulo Goulart

Convidada do “Persona em Foco”, a atriz Nicette Bruno se emocionou ao falar da saudade que sente de Paulo Goulart em gravação do programa que vai ao ar nesta terça (1º) na TV Cultura.

Ela disse ter acreditado, até o último momento de vida do ator, que o marido se restabeleceria. Goulart morreu 2014, aos 81 anos, em decorrência de um câncer. “Os filhos sabiam e ele sabia que estava no fim, mas nunca demonstrou para mim. Foi um momento duro e difícil”, lembrou.

Em seguida, disse como tem encontrado forças para superar a perda. “A doutrina espírita me ajudou a enfrentar esse aparente afastamento. Porque jamais Paulo sairá do meu coração e jamais sairá da minha lembrança até o momento do nosso reencontro. Então eu quero trabalhar. Só o trabalho permite que eu consiga superar toda essa dor. Não quero parar nunca. Enquanto puder, estarei no palco e na televisão. Estarei  nos encontros com vocês, jovens, que me dão força e coragem para continuar”. afirmou.

Niccete também se recordou que conheceu Goulart durante a fundação do Teatro de Alumínio, na Praça das Bandeiras, em São Paulo. Na ocasião, ele foi passou num teste para ser o galã da peça “Senhorita Minha Mãe”, de Louis Verneuil,

“Eu nem olhava direito pra ele, porque eu estava sentindo uma responsabilidade imensa de assumir aquele teatro sem nenhuma experiência, aos 17 anos. E o Paulo fez um enorme sucesso”, falou.

Ela conta que começou a se interessar pelo ator durante uma festa.  “Pediram para eu declamar um poema e Paulo sugeriu um de nossos ensaios. Declamei, mas não via o Paulo. Fui procurar o Paulo, que estava numa sala escurecida, e disse ‘você pediu para dizer o poema e sumiu’  E ele respondeu ‘Eu pedi para você dizer o poema pra mim e não pra essa gente toda. Aí o sininho tocou. Começamos a dançar, terminou a música e ficamos de mão dadas e continuamos de mãos dadas o resto da vida”, disse.

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