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Disco a Disco: Taylor Swift

por Marta Lima / Publicado em domingo, 13 dez 2015 12:00 PM / / 454 views

Relembre a carreira da artista através de seus álbuns de estúdio

Taylor Swift

Taylor Alison Swift era apenas uma criança quando expressou para os seus pais o desejo de ser uma cantora profissional. Com 11 anos, a garota de uma pequena cidade na Pensilvânia, que cresceu em uma fazenda de abóboras, tocava seu violão e já arriscava colocar seus sentimentos em música.

Aos 13 anos, a loira convenceu os pais a se mudarem para Nashville, no Teneessee, para mostrar suas composições aos figurões da indústria musical, na esperança de conseguir um contrato com uma gravadora. À princípio, a adolescente foi contratada como compositora pela Sony, mas sua relutância em entregar suas canções para outros artistas a levou a juntar todo o seu material e levar para a gravadora independente Big Machine Records.

A partir daí, já com 16 anos, tudo mudou na vida de Taylor Swift. A americana começou fazendo shows em feiras no interior dos Estados Unidos e cantando sobre corações partidos, e hoje é um dos maiores fenômenos do pop da história.

Acompanhe a carreira de Taylor a seguir, disco a disco:

Taylor Swift” (24 de Outubro de 2006)

Taylor Swift
Taylor Swift

Com 14 anos de idade e um contrato de composição assinado com a Sony, Swift encontrou, durante sessões em Nashville, uma pequena cabana onde trabalhava Nathan Chapman. Por dois anos, a loira gravou demos de suas canções com o produtor, e ao conseguir um contrato com a gravadora independente Big Machine Records, levou o artista junto com ela.

Scott Borchetta, o presidente da Big Machine (que havia acabado de iniciar atividades), apostou na cantora quando mais ninguém a queria em seu quadro de artistas. “Eu entendo. Eles tinham medo de lançar uma garota de 14 anos. Também tinham medo de lançar uma de 15. Então, eles estavam nervosos por lançar uma garota de 16 – se Scott não tivesse me assinado, provavelmente enfrentaria o medo deles de lançar uma garota de 17”, declarou a estrela na época.

No entanto, depois de tentar adaptar suas músicas ao estilo de vários outros produtores, a cantora conseguiu convencer a gravadora a colocar o trabalho de Chapman no resultado final. A hesitação existia pois o produtor jamais havia trabalhado em um álbum de estúdio oficialmente antes, apenas demos. Mas a “química era certa”, segundo a cantora.

Com músicas compostas pela então novata sobre seu dia a dia como adolescente, “Taylor Swift” foi lançado no final de 2006, apenas algumas semanas depois de a última canção ser gravada, “Should’ve Said No“. A primeira música composta para o material foi “The Outside“, escrita por Taylor quando tinha apenas 12 anos.

Logo após seu lançamento, o disco não fez tanto barulho: o material estreou na 19ª posição da parada norte-americana, e só atingiu seu pico dois anos depois, ao chegar no quinto lugar. Isso mostra claramente a perseverante jornada de Swift, que single a single, turnê a turnê, conquistou seu espaço na música country.

O primeiro grande sucesso do álbum foi “Teardrops On My Guitar“, lançado após o carro-chefe “Tim Mcgraw“. A balada sobre um amor não correspondido na escola levou a artista para todos os cantos dos Estados Unidos, e abriu espaço para o também hitOur Song” emplacar nas rádios do país.

Até aqui, Taylor passou dois anos abrindo shows de artistas consagrados da música country, foi indicada ao seu primeiro Grammy (Artista Revelação, perdido para Amy Winehouse), e marcou seu nome entre as maiores promessas da década, aparecendo nas listas de “Melhores do Ano” de muitos críticos.

Fearless” (11 de Novembro de 2008)

Taylor Swift
Fearless

Quando chegou a hora de pensar em seu segundo disco, Taylor já havia lançado um álbum natalino e um EP de inéditas, o “Beautiful Eyes”, por conta de tantas canções compostas em sua adolescência que não entraram para o material de estreia. Com tantas músicas acumuladas, seria fácil para a artista apenas gravá-las novamente e, com a ajuda de Chapman, foi isso que fez.

Fazendo sua estreia como produtora, a artista trabalhou com Nathan por algum tempo em faixas antigas, como “Permanent Marker” e “I’d Lie“, que chegaram a ser apresentadas ao vivo durante um show da cantora; no entanto, nunca entraram para o projeto final. Não só pela falta de resposta do público: em turnê, como ato de abertura de Brad Paisley, a loira acabou escrevendo mais diversas músicas novas.

Entre elas estava “Fearless“, que deu o pontapé inicial na criação do disco. Swift voltou a colaborar com compositores como Liz Rose, mas a grande maioria do disco acabou sendo escrito pela cantora solitariamente, já que compôs muitas músicas enquanto viajava em turnê.

“Quando você está no Arkansas, quem está por perto para te ajudar?”, declarou a loira sobre a dificuldade em colaborar com outros artistas. Apesar disto, “Fearless” trouxe a primeira parceria de Taylor com outro cantor famoso. Colbie Caillat estava em turnê em Nashville quando se encontrou com a estrela para escreverem, juntas, a balada “Breathe (Feat. Colbie Caillat)“, que inclui vocais de Caillat na versão final.

O primeiro single do álbum, “Love Story“, foi imprescindível para a acensão de Taylor ao estrelato. Com a romântica canção, composta sobre um garoto com quem seus pais não a queriam deixar sair, a artista passou de promessa do country a fenômeno internacional. As próximas músicas de trabalho ajudaram: a loira ainda lançou o hitYou Belong With Me” na campanha deste disco.

Foi neste momento em que a estrela saiu em sua primeira turnê como artista principal. A “Fearless Tour” também incluiu faixas do disco homônimo, e deixou em Taylor um gosto especial por criar um mundo só seu que pudesse compartilhar com seus fãs.

Mesmo tendo escrito sozinha oito das 13 faixas do material (e ganhando um Grammy de “Álbum do Ano” por isto), as habilidades de Swift como compositora foram questionadas pelos críticos. Afinal, uma garota do interior dos Estados Unidos de apenas 18 anos fazendo um sucesso estrondoso pode deixar qualquer um nervoso. A resposta da cantora para as acusações de que não era responsável pelas próprias músicas veio da forma mais elegante e inteligente possível: “Speak Now”.

Speak Now” (25 de Outubro de 2010)

Taylor Swift
Speak Now

“Depois (do sucesso do álbum “Fearless”), as pessoas começaram a dizer ‘ah, de jeito nenhum ela carrega sozinha as sessões de composição’. Eu achei estas críticas muito duras, pois não havia jeito de provar que eles estavam errados a não ser escrevendo, sozinha, meu próximo disco inteiro. Então, foi isso o que eu fiz”, declarou a cantora durante uma palestra exclusiva em 2015.

Em “Speak Now”, Taylor expandiu seus horizontes musicalmente e também em relação ao tema de suas canções. É aqui que a loira se desculpa com um ex-romance pela primeira vez, reflete sobre a entrada na vida adulta e perdoa alguém que a humilhou no passado. A artista se torna mais madura de repente, aprendendo que o amor é mais complicado do que apenas se apaixonar e esquecer.

O primeiro single do álbum foi “Mine“, que aparentemente não se destacava muito de seu material antigo. A cantora surpreendeu com o lançamento das outras quatro músicas de trabalho, incluindo a balada “Back To December” e a ousada “Mean“.

A última, composta sobre os críticos que pegaram no seu pé após uma performance infeliz no Grammy de 2010, acabou levando um gramofone no ano seguinte, na categoria “Melhor Canção de Country”. Uma das maiores voltas por cima da carreira da estrela, que está acostumada a fazer o jogo virar (o que fica bem claro em faixas deste álbum como “Better Than Revenge“).

O material acabou estreando no topo da Billboard, e comercializando mais de um milhão de cópias em sua primeira semana, tornou-se o quinto disco mais vendido na história por uma artista feminina.

O sucesso foi tanto que a edição deluxe do álbum, distribuído internacionalmente, também ganhou um single, a romântica “Ours“, hit nas rádios country americanas.

Taylor, além de compor sozinha todas as faixas de “SN”, ainda co-produziu a maior parte do material em parceria com Nathan Chapman, sendo creditada como produtora principal. Este foi um passo adiante na carreira de Swift, que ganhou o respeito da crítica como nunca antes (e do público, que esgotou os ingressos da primeira turnê da artista por estádios nos Estados Unidos).

Red” (22 de Outubro de 2012)

Taylor Swift
Red

Na necessidade de uma reinvenção, a loira aceitou que já havia provado aos seus críticos que estavam errados, e chamou alguns de seus produtores e compositores favoritos para ajudá-la na criação de seu quarto álbum de estúdio.

Neste momento, Taylor já atingia o status de mega estrela internacional, o maior fenômeno da música country americana desde Garth Brooks. Instigada pela vontade de ir além de seus limites, a cantora quis apostar em seu talento com melodias pop e entrou em contato com os produtores Max Martin e Shellback para o material.

Juntos, o trio criou os dois maiores sucessos do disco, “We Are Never Ever Getting Back Together” e “I Knew You Were Trouble“, além do single “22“, que, apesar de não chegar ao top 10 americano, também teve popularidade internacionalmente.

“Red” também marcou a volta de Liz Rose, bem presente nos dois primeiros lançamentos da loira. A dupla compôs a balada favorita dos fãs da artista, “All Too Well“, que contou com produção de Swift e representa bem a habilidade da americana em contar histórias detalhadas através de suas canções.

Ainda mais maduro e confiante do que seu predecessor, o álbum fala sobre todos os efeitos colaterais do amor. “Todas as diferentes emoções descritas neste disco são sobre os relacionamentos tumultuosos, loucos, insanos, intensos e quase tóxicos pelos quais passei nos últimos dois anos. Estas emoções – que vão de ciúmes, amor intenso, frustração, confusão -, em minha mente, são todas vermelhas. Não há nada de bege sobre estes sentimentos”, declarou a cantora na época sobre o título do LP.

Realmente o álbum mais triste, reflexivo e nostálgico da artista (e o menos country), mesmo assim não deixou de agradar o público, que comprou 1.2 milhões de unidades do material em sua semana de lançamento nos Estados Unidos.

Bem recebido também pela crítica especializada, “Red” conseguiu elevar a carreira da loira de maneiras incríveis. A partir daqui, Taylor vira tesouro nacional, recebendo sua segunda indicação ao Grammy de “Álbum do Ano” (famosamente perdendo para “Random Access Memories” do Daft Punk), viajando o mundo estádio atrás de estádio, e ditando o gosto popular em sua terra natal.

Exemplo disso é Ed Sheeran, que colaborou com a americana na faixa “Everything Has Changed“; após o dueto, que acabou virando single, a artista levou o britânico em turnê pelo mundo como ato de abertura. Dois anos depois, Sheeran está lotando os mesmos estádios que a cantora, e já afirmou que só chegará ao pico de sua carreira quando igualar todas as conquistas da amiga.

1989” (27 de Outubro de 2014)

Taylor Swift
1989

E então, todo o sucesso da cantora conseguiu ser multiplicado, mesmo contra todas as expectativas. Baixas vendas de discos, a indústria musical apelando e se adaptando a serviços de streaming gratuito – tudo conspirava para que o quinto álbum de Swift não tivesse o mesmo impacto de seus trabalhos anteriores.

Taylor, no entanto, decidiu usar este momento crítico para repaginar totalmente a sua imagem e música. A artista cortou o cabelo, se mudou para Nova Iorque, e foi atrás de seus músicos favoritos para colaborar em suas ideias para canções inéditas.

A loira contou com a ajuda de Max Martin e Shellback novamente, criando todos os hits do material; além do toque mágico da dupla, o projeto também incluiu Ryan Tedder, Jack Antonoff, Imogen Heap e, na única música composta somente por Swift, Nathan Chapman.

Sobre o título do disco, a estrela declarou que teve a ideia após perder o Grammy de “Álbum do Ano” em 2014, quando concorria com “Red”. “Eu acordei no meio da noite já sabendo o título, o tema e o estilo que seguiria neste álbum”, disse a cantora em diversas entrevistas.

O tema e o estilo foram ainda mais surpreendentes do que o nome do disco. Em uma reviravolta, Taylor apostou no pop inspirado nos anos 80, deixando o country para trás completamente pela primeira vez em sua carreira. A insegurança apareceu, mas não teve mais força do que a intuição da artista, que lutou por bastante tempo com sua gravadora para conseguir fazer “1989” do jeito que queria.

E, apesar dos receios, a mudança deu mais do que certo: o primeiro single, “Shake It Off“, estreou direto no topo da parada Billboard Hot 100, tornando-se a segunda música número um da cantora nos Estados Unidos. E a partir daí, tudo começou a prosperar. A segunda faixa promocional do disco, “Out Of The Woods“, foi bem recebida pela crítica e pelos fãs da loira, e aumentou ainda mais a antecipação pelo material completo.

Finalmente, “1989” chegou às lojas do mundo todo, e continuou a tradição vencedora de Swift: o LP vendeu 1.2 milhões de cópias em solo norte-americano em sua semana de lançamento, e tornou-se o disco mais vendido do ano em 2014 (com apenas dois meses de vendas). Em 2015, o álbum foi novamente o mais popular do ano, e arrematou ainda uma indicação ao “Álbum do Ano” no Grammy de 2016.

Com três singles número um (“Blank Space” e “Bad Blood” também chegaram ao topo), uma turnê mundial completamente esgotada em estádios ao redor do mundo, o sucesso de Taylor nunca foi tão evidente. Por isto, a cantora chegou a declarar em entrevista recente que interromperá o ciclo de “um disco a cada dois anos”, já que não viu ainda o fim da era mais importante de sua vida.

Outros Lançamentos

Taylor Swift
The Taylor Swift Holiday Collection

Sounds Of The Season: The Taylor Swift Holiday Collection, Beautiful Eyes, Speak Now World Tour Live

Entre os lançamentos da cantora, ainda estão o álbum natalino “Sounds Of The Season: The Taylor Swift Holiday Collection”, que inclui covers de clássicos do Natal norte-americano e uma faixa inédita, “Christmases When You Were Mine“; e “Beautiful Eyes”, o único EP da artista, lançado em 2008 entre seu primeiro e segundo discos. O mini álbum conta com quatro novas músicas, que não entraram para nenhum dos discos de estúdio de Taylor.

O único DVD de turnê lançado pela estrela é do disco “Speak Now”; a excursão foi a introdução de Swift aos estádios de todas as partes do mundo, e inclui teatro, dança, fogos de artifício de covers de sucessos como “I’m Yours” e “Hey, Soul Sister“. O DVD estreou na 11ª posição da Billboard, e se tornou essencial na coleção dos fãs da artista.

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