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Disco a Disco: Slipknot

por Marta Lima / Publicado em quarta-feira, 30 dez 2015 15:00 PM / / 361 views

Conheça a trajetória da banda através de seus álbuns de estúdio

Slipknot

O Slipknot é uma das maiores bandas de metal da atualidade e a cada disco lançado, eles comprovam ainda mais o seu espaço no cenário musical.

Com cinco álbuns de estúdio, o grupo tem uma carreira bastante consolidada e continua com sua legião de fãs pelo mundo. A banda permaneceu com nove integrantes por mais de uma década. No entanto, o baixista Paul Gray faleceu em 2010 e, nos shows, foi substituído por Donnie Steele, entre 2011 e 2013. O baterista Joey Jordison foi desligado da banda em dezembro de 2013.

Atualmente, o posto de baixista é ocupado por Alessandro Venturella enquanto Jay Weinberg comanda a batera.

Ao longo de sua carreira, o grupo já recebeu dez nomeações ao Grammy, vencendo em 2006 por “Melhor Performance de Metal” pelo sucesso “Before I Forget“. Os mascarados concorrem ainda ao Grammy 2016 na categoria “Melhor Álbum de Rock”, por “.5: The Gray Chapter“.

1. “Slipknot” (1999)

Slipknot

O Slipknot lançou o seu álbum de estreia homônimo em uma era em que o cenário do metal estava saturado e sem muitas novidades. Mas, com o disco, os músicos surpreenderam pela sua originalidade.

Com uma sonoridade bastante pesada, eles não se destacaram apenas pelo número de integrantes ou por suas máscaras. O vocal de Corey Taylor é um dos elementos fundamentais para a banda, pois além de sua voz potente e única, suas composições são bem elaboradas.

Nas letras, o cantor se inspira em suas experiências pessoais e sabe fazer muito bem o uso de metáforas. Ele pode até usar bastante palavrões nas faixas, mas se afasta do clichê do nu-metal. O trabalho feito por todos os integrantes neste disco é realmente admirável, mas Joey Jordison se destaca pelo seu magnífico desempenho na bateria.

Além disso, o disco é repleto de canções poderosas como “Surfacing“, “Spit It Out“, “Only One“, “(Sic)” e “Wait And Bleed“, esta última música chegou a ser indicada no Grammy na categoria “Melhor Performance de Metal”, em 2001.

2. “Iowa” (2001)

Slipknot

O segundo álbum de estúdio do Slipknot, “Iowa“, lançado em agosto de 2001, só enfatizou que a banda dava um novo som para o cenário do metal. Este é inegavelmente um dos discos mais bem trabalhados dos americanos. “Iowa” mostra um lado mais brutal, criativo e agressivo dos mascarados com letras mais maduras, mas que não perdem o toque dos músicos e dá ainda mais qualidade ao trabalho.

As composições abordam temas mais sombrios e violentos ganhando ainda destaque no estilo em que são escritas. Todos os integrantes fazem um ótimo trabalho no álbum, mas o DJ Sid Wilson mostrou um nível diversificado de criatividade ao usar sua mesa de som.

O título do disco é o nome do estado natal da banda, que segundo os próprios músicos é um de seus grandes recursos de inspiração.

O álbum foi um grande sucesso nos charts também, chegando a estrear no Top 10 das paradas de discos em nove países e foi bem recebido pela crítica. O material inclui diversas canções notáveis, são elas, “People = Shit“, “Disasterpiece“, “The Heretic Anthem“, “Left Behind” e “My Plague“, as duas últimas músicas foram nomeadas no Grammy na categoria “Melhor Performance de Metal”, a primeira em 2002 enquanto a outra foi em 2003.

Em 2011, foi lançada uma versão especial do disco para comemorar o seu 10º aniversário. A nova edição acompanha um DVD e um filme intitulado “Goat”, dirigido pelo percussionista Shawn Craham com quatro músicas, entrevistas inéditas e bastidores do processo de gravação.

3. “Vol. 3: (The Subliminal Verses)” (2004)

Slipknot

Com o seu terceiro álbum de estúdio, a banda mostrou bastante variedade. O material, que inclui 14 faixas, contém músicas pesadas, acústicas e melódicas. O material possui letras que falam sobre ira, insatisfação e psicose.

As composições e os vocais de Corey Taylor estão impecáveis. O cantor mostra que sua voz se encaixa perfeitamente em baladas como “Vermilion Part 2” e “Circle“. Outra canção que ele apresenta uma voz mais clara é em “Danger, Keep Away“. O material ainda traz a faixa experimental “The Virus Of Life“.

O disco também inclui um dos grandes sucessos da carreira da banda, a canção “Before I Forget“. A música garantiu ainda o primeiro gramofone para os músicos em 2006, a faixa concorria ao prêmio de “Melhor Performance de Metal”. “Vermilion” também chegou a ser indicada ao Grammy nesta mesma categoria em 2005.

Outro destaque do álbum é “The Blister Exists” uma das músicas mais bem elaboradas da banda, agressiva, com riffs pesados e um vocal excelente.

Vol. 3: (The Subliminal Verses)” alcançou a segunda posição na parada de álbuns Billboard 200 e nos rankings do Canadá, Suécia, Alemanha e Finlândia.

4. “All Hope Is Gone” (2008)

Slipknot

O quarto álbum disco da carreira do Slipknot marca a busca por novas direções musicais. Um fato interessante de “All Hope Is Gone” é que ele é a mistura de elementos dos três discos anteriores da banda e o que este diferencia deles é sua sonoridade mais melódica.

O material aborda temas como obsessão, raiva, descontentamento, política e até sobre a indústria da música. Além disso, o título do LP é direcionado as expectativas dos fãs de acordo com o vocalista Corey Taylor. “Quando vocês pensam que nos entendeu, desistam de todas as esperanças, pois vocês nunca vão”, declarou.

O som brutal da banda ainda permanece presente neste álbum, como podemos perceber no single “Psychosocial“, “Sulfur” e “Gematria (the Killing Name)“. Em músicas como “Snuff“, “Dead Memories” e “Vendetta“, o Slipknot mostra um lado mais melódico e um vocal mais limpo de Corey.

All Hope Is Gone” foi o primeiro álbum dos músicos a estrear na primeira posição da parada de discos americana Billboard 200.

5. “.5: The Gray Chapter” (2014)

Slipknot

O quinto álbum de estúdio dos mascarados, “.5: The Gray Chapter“, foi seu primeiro disco de inéditas em seis anos, lançado em outubro de 2014.

O material marca a saída do baterista Joey Jordison e é o primeiro LP da banda sem o baixista Paul Gray, falecido em 2010, mas que recebeu uma homenagem no título do disco e na maioria das canções.

Nesta nova fase da banda, os novos integrantes também mostraram um bom desempenho no álbum com Alessandro Venturella assumindo o baixo e Jay Weinberg, a bateria.

O LP é uma despedida e uma homenagem a Gray, já que ele era parte fundamental do grupo. Composto por 14 faixas, o disco é um dos trabalhos mais pessoais da banda, que deve ser visto como um todo, já que não segue uma forma linear. É perceptível a guerra de emoções que a banda enfrentou ao longo desses anos e como o grupo tentou transmitir isso em suas canções.

A primeira música lançada foi “The Negative One“, que pode ser vista como um resumo do que se trata este LP, pois é agressiva, repleta de gritos, pesada e mantém o estilo da banda. No entanto, “The Devil In I” foi liberada como o primeiro single oficial do álbum. Posteriormente, foram trabalhadas as canções “Custer“, “Killpop” e “Xix“.

Em suma, o disco representa cura e uma nova trajetória para o Slipknot, que quer seguir fazendo história no mundo da música.

O álbum também foi destaque nas paradas e estreou na primeira posição no ranking americano de discos Billboard 200.

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