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Disco a Disco: Lana Del Rey

por Marta Lima / Publicado em sábado, 19 dez 2015 15:00 PM / / 513 views

Conheça a trajetória da americana através de seus álbuns

Lana Del Rey

Elizabeth Woolridge Grant, mais conhecida por seu nome artístico Lana Del Rey ou pelo seu antigo nome Lizzy Grant, ganhou destaque no mundo da música por sua singularidade.

A americana almejou o reconhecimento mundial quando lançou o clipe de “Video Games“, em 2011, e a canção se tornou viral na internet. No mesmo ano, a cantora levou para casa o troféu de “Artista Revelação” do Brit Awards, renomada premiação britânica de música.

Com o seu estilo vintage e indie, a artista também mostra que o ramo cinematográfico é o seu forte. A morena já chegou a gravar canções para as trilhas sonoras de diversos filmes como O Grande Gatsby (‘Young And Beautiful‘), Malévola (‘Once Upon a Dream‘), Olhos Grandes (‘Big Eyes‘ e ‘I Can Fly‘), entre muitos outros.

Além disso, a estrela lançou em dezembro de 2013 o seu curta-metragem Tropico, que inclui três faixas, são elas, “Body Electric“, “Gods And Monsters” e “Bel Air“, presentes no EP “Paradise”.

Atualmente, a cantora afirmou que já está planejando o seu próximo álbum de estúdio.

Lana Del Ray A.K.A. Lizzy Grant” (2010)

Lana Del Rey

Este foi o primeiro disco da americana sob o nome de Lizzy Grant. O álbum foi lançado apenas como download digital em janeiro de 2010 pela gravadora independente 5 Points Records. Com produção de David Kahne, o material foi gravado em 2008 e é composto por 13 faixas, incluindo “Kill Kill” e “Yayo“. Kahne é um produtor que mostrou ter grande interesse em trabalhar outros gêneros musicais além do pop. O álbum chegou a sair de circulação, mas posteriormente, Lana comprou os direitos autorais e regravou a faixa “Yayo“, que foi incluída no EP “Paradise“.

Born To Die” (2012)

Lana Del Rey

O segundo álbum de estúdio da artista, chamado “Born To Die“, garantiu o reconhecimento de seu talento e trabalho, e foi lançado pelas gravadoras Interscope, Polydor e Stranger. O material conta com produções de Emile Haynie, Justin Parker, entre outros e aborda temas sobre amor, drogas, sexo, tragédias e os obstáculos que Lana passou até se tornar uma cantora. Com uma sonoridade indie rock e pop, as melodias também têm uma pegada dos anos 50. “Video Games” foi lançado como o primeiro single e escrita pela própria artista e Justin Parker. A música tornou a cantora famosa mundialmente e alcançou a primeira posição na parada alemã e chegou a ficar no Top 10 dos charts de países como Reino Unido, França, Holanda, Bélgica, entre outros. O vídeo da canção foi dirigido e editado por Lana e mostra diversas imagens de filmes antigos, desenhos animados e ainda apresenta cenas da cantora se filmando em uma webcam.
O álbum ainda rendeu os singles “Born To Die“, “Blue Jeans“, “Summertime Sadness“, “National Anthem” e “Dark Paradise“. Em 2013, a faixa “Summertime Sadness” foi remixada pelo DJ Cedric Gervais e se tornou um grande sucesso e atingiu o sexto lugar na parada de singles americana Billboard Hot 100.
Born To Die” estreou na segunda posição do ranking de álbuns dos EUA. Posteriormente, ele foi certificado platina e já vendeu mais de 5 milhões de cópias no mundo todo.

Paradise” (2012)

Lana Del Rey

O EP “Paradise” era pra ser lançado como uma reedição de “Born To Die“, mas acabou sendo editado de forma independente. Em algumas tabelas musicais, o projeto foi constatado como um relançamento do disco, que leva o nome de “Born To Die: The Paradise Edition“. Com produções de Emile Haynie, Rick Rubin, Dan Heath, e outros, o material, composto por oito faixas, mostra um lado mais sensual da cantora e dá destaque a sua voz carregada de emoção.
Ride” foi lançada como o carro-chefe do disco e foi bem recebida pela crítica. Para promover o álbum, a cantora reuniu as canções “Body Electric“, “Gods And Monsters” e “Bel Air” em seu curta-metragem Tropico, que contou com a direção de Anthony Mandler, responsável pelos clipes de “Ride” e “National Anthem“. “Paradise” teve um bom desempenho nos charts e chegou a alcançar a décima posição da parada de álbuns Billboard 200.

Ultraviolence” (2014)

Lana Del Rey

O terceiro álbum de estúdio de Lana Del Rey teve boa parte produzida por Dan Auerbach, vocalista do The Black Keys. É perceptível, no disco, a forte presença do rock com um estilo do final dos anos 1950 e 1960 e a variedade de instrumentos musicais em sua composição, o que acabam diferindo dos trabalhos anteriores da cantora. Além da pegada vintage, algo característico do material da artista é que faz diversas referências a cidades dos EUA, como Los Angeles, Nova Iorque, Hollywood, entre outras. Ela ainda aborda em suas letras temas como sexo, amores perdidos, drogas, os bad boys com os quais as mulheres se envolvem e violência. O próprio título do disco foi inspirado no clássico Laranja Mecânica, filme de 1971 produzido e dirigido por Stanley Kubrick, adaptado do livro de Anthony Burgess de 1962.
West Coast” foi lançada como primeiro single e é uma balada que mistura elementos musicais como o rock psicodélico, o soft rock, entre outros, e tem uma vibe da década de 60. “Shades Of Cool“, uma faixa bastante melancólica, serviu como a segunda música de trabalho do disco e teve críticas positivas pela sua sonoridade. A canção ainda inclui um solo de guitarra.
Ultraviolence“, faixa-título do álbum, foi o terceiro single e faz uma referência ao clássico “He Hit Me (And It Felt Like A Kiss)”, do The Crystals, de 1962. Os críticos apontaram alguns aspectos negativos da canção por “contemplar a violência doméstica” enquanto outros afirmaram que a música é mais uma história de um relacionamento típico da cantora, o descrevendo como algo doloroso.
Brooklyn Baby“, uma das canções de mais destaque do álbum, foi o quarto single do LP. Com sua melodia suave, com os vocais da americana e sua composição com um toque de confiança fortalecem as máscaras de uma mulher mais corajosa e segura.
“Ultraviolence” ainda foi o primeiro álbum da morena a estrear na primeira posição da parada de discos americana Billboard 200.

Honeymoon” (2015)

Lana Del Rey

O disco “Honeymoon” pode não ter tido um bom desempenho nos charts, mas é inegável que esta é uma das grandes obras-primas composta pela artista. O álbum conta com produções da própria Lana Del Rey, Rick Nowels e Kieron Menzies e mostra o retorno de uma sonoridade mais obscura e cinemática em suas composições.
Sobre o título do material, Lana comentou, “É a palavra que resume o sonho definitivo. Quero dizer, a vida é uma lua de mel. A vida, o amor, o paraíso, a liberdade…Isso é para sempre”.
High By The Beach” é o carro-chefe do disco e foi bastante elogiado pela crítica, que descreveu a produção e os vocais da artista como um dos seus melhores lançamentos. Com uma melodia agradável, o refrão da música também se destaca por ser marcante e é uma combinação de todos os estilos da cantora.
A faixa que dá título ao álbum, “Honeymoon“, foi lançada como o primeiro single promocional e é caracterizada por sua voz aguda presente no refrão. Acompanhada por um violino, piano, e baixo, a canção mostra o lado em que a cantora permanece a eterna apaixonada desde a era “Born To Die”.
Posteriormente, mais uma promocional foi divulgada, “Terrence Loves You“, a música favorita de Lana neste disco por ter uma pegada jazz. Acompanhada por um saxofone, a música é bastante melódica e retrô.
Para dar continuidade a divulgação do álbum, a americana lançou o clipe de “Music To Watch Boys To“, terceira promocional do LP. Incluindo diversos vocais e uma sonoridade mais leve, a música mostra ainda um voz mais sombria da artista enquanto a letra também apresenta uma condição de submissa por ela estar apaixonada.
Outras faixas que se destacam no trabalho, incluem “Freak” que mostra um lado mais sombrio e ao mesmo tempo sensual e provocativo da cantora, “Salvatore“, uma canção repleta de sofisticação e “Don’t Let Me Be Misunderstood“, um cover do clássico de Nina Simone, de 1964. O disco também traz “Burnt Norton (Interlude)” um poema de T.S. Eliot recitado pela morena, que reflete sobre o tempo presente no passado e no futuro.

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