Sara Bareilles, CeeLo Green e os Beatles estão nos “Lançamentos da Semana”!

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Sara BareillesSongs From Waitress

Sara Bareilles
What’s Inside: Songs from Waitress

Em 2007, o simpático filme “Waitress” (“Garçonete” no Brasil), fez um inesperado, e merecido, sucesso. Infelizmente o filme também acabou sendo o último feito pela diretora Adrienne Shelly que foi brutalmente assassinada pouco antes de sua estreia pondo fim a uma carreira extremamente promissora.

Oito anos depois, em 2015 portanto, uma nova versão da obra, agora transformada em um musical para o teatro, em breve deverá chegar à Broadway, depois de uma pequena temporada em Cambridge no Massachusetts.

Esse álbum traz as canções escritas para a peça pela sempre talentosa Sara Bareilles e ele é não menos que surpreendente. Além de trazer composições muito inspiradas – ela aparentemente andou ouvindo bastante os discos do pianista Ben Folds.

Sara Bareilles

O trabalho tem melodias fortíssimas e ótimos arranjos – e também a participação especial de Jason Mraz.

Dessa forma Sara conseguiu a proeza de fazer um trabalho que funciona independentemente da peça, algo difícil.

Isso significa que essas canções estão longe de terem aquela cara de “música de espetáculo”, que quase sempre só funcionam atreladas ao show e para quem gostou da peça poder rememorá-la posteriormente.

“Songs From Waitress” é assim um pequeno e adorável disco – assim como era o filme que o inspirou e é, fácil, um dos melhores discos de música pop lançados recentemente. Ouça e surpreenda-se.

Ouça “She Used To Be Mine” com Sara Bareilles presente no álbum “What’s Inside…


CeeLo GreenHeart Blanche

Cee Lo Green
Heart Blanche

Antes de falarmos deste álbum, só uma explicação: alguns lançamentos mais recentes já foram resenhados detalhadamente aqui no Popzone. Como os últimos meses do ano costumam acumular a chegada de muitos álbuns dignos de nota no mercado, optamos por não falar novamente sobre eles nesse espaço.

Assim, quem quiser ler sobre o mais recente álbum de Ellie Goulding pode clicar aqui e os fãs do Little Mix podem saber tudo sobre “Get Weird”, aqui.

Agora sim, falemos sobre o soul man CeeLo Green que volta a lançar um disco autoral depois de cinco anos. Felizmente a espera valeu a pena, já que o trabalho é inspirado, para cima e muito divertido.

Cee Lo Green

CeeLo entregou um álbum que sabe dosar o lado dançante com um, digamos, mais intenso. Isso significa que “Heart Blanche” pode ser curtido por vários públicos. Fãs de soul music ou disco certamente curtirão os diversos acenos aos clássicos dos anos 60 e 70 vistos aqui.

Ao mesmo tempo a produção aqui é moderna, e não deixa as músicas com uma cara exageradamente retrô.

O bom humor e as boas sacadas nos arranjos têm tudo para agradar os fãs de música mais alternativa. Dito isso, o que temos aqui é um disco que pode não estar sendo tão badalado, mas que merecia, afinal esse é um daqueles álbuns que é difícil não gostar, nem que seja de algumas de suas faixas.

Ouça “Music To My Soul” com CeeLo Green presente no álbum “Heart Blanche


The Beatles1+

The Beatles
A edição deluxe de “1”

Lançada há 15 anos, essa coletânea que juntava todas as músicas dos Beatles que chegaram ao topo da parada britânica e/ou britânica, se tornou o álbum mais vendido do século 21. Estima-se que mais de 31 milhões de cópias do álbum tenham sido vendidas.

Dessa forma, não é difícil enxergar no disco uma espécie de réquiem tanto pelo formato CD, que cairia mais e mais em desuso, ainda que seja pouco provável que o seu tão alardeado desaparecimento venha um dia acontecer, quanto pela indústria da música como um todo.

Sobre o disco original não há muito o que me falar. É claro que tudo aqui é de primeiríssima linha – afinal estamos falando da melhor banda que já existiu e há de existir – mas é impossível entender a força e importância do quarteto só com essas canções.

Ou seja, o ideal mesmo é ter em casa toda a discografia da banda, ou, ao menos os discos mais importantes deles. No caso de compilações, as coletâneas de capa vermelha e azul lançadas nos anos 70 e também relançadas posteriormente em CD também são muito mais recomendadas.

The Beatles

Isso não significa que essa nova edição de “1”, chamada “1+”, seja descartável. Pelo contrário, ela beira o fundamental, já que agora, mais do que um CD ela é também um pacote com um DVD ou Blu-ray acompanhante.

E o que temos nesses discos? Simplesmente todos os promos da banda, que, pasmem, nunca haviam sido reunidos em um só lugar. A edição que vale mesmo a pena, também é a mais cara.

A versão super deluxe, tem além dos vídeos para as 27 músicas presentes no disco original outros 23 clipes. Todo esse material passou por um meticuloso processo de restauração, que trouxe nova, e vibrante vida para esse material e mostram como o quarteto de Liverpool também ajudou a desenvolver a linguagem do videoclipe que atingiria a sua forma definitiva mais de uma década depois deles terem se separado. Comentários de Paul McCartney e Ringo Starr e um livreto com capa dura, várias fotos e ensaios especiais completam a reedição

Em resumo, se o “1” foi um dos últimos suspiros da era do CD, esse “1+” também pode ser uma espécie de despedida do DVD, que cada vez mais perde espaço para o YouTube e os sites de streaming. Se for esse o caso, podemos falar que o “adeus” se deu em excelente estilo.

Veja a versão restaurada de “Penny Lane” presente na nova edição de “1

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