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Brasileira realiza sonho e passa uma noite na vila do Chaves, no México

por Redação / Publicado em segunda-feira, 30 nov 2015 17:30 PM / / 577 views

brasileira

Um ano após a morte de Roberto Gómez Bolaños, criador de “Chaves”, uma brasileira realizou o sonho de muitos fãs da série: passou uma noite na vila do Chaves, na Cidade do México. A sortuda foi Luciana Yonekawa, que conheceu o cenário ao lado do namorado, o mexicano Alberto Negrete. Eles se hospedaram na vila com direito a sanduíche de presunto, churros e foto no barril, ícones do programa

Luciana participou de um concurso da plataforma de hospedagem Airbnb que premiava o autor da frase mais original com uma visita à vila do programa. Somente residentes no México puderam participar, mas a brasileira, que vive no México desde 2012, foi a sorteada e se desesperou de felicidade ao receber a notícia.

“Comecei a gritar! Eles devem ter gravado, porque alguém da Televisa disse que escutou e morreu de rir. Passei o dia inteiro rindo, falei para os meus amigos do Brasil. Nunca ganhei nada na vida, nem concurso cultural nem mega-sena. E ganhei uma noite na vila do Chaves”, comemora.

O concurso foi realizado em parceria com o Grupo Chespirito, comandado pela família de Roberto Gómez Bolaños, morto em 28 de novembro de 2014. O filho do comediante, Roberto Gómez Fernández, recepcionou o casal, que chegou à vila com os olhos vendados.

“Foram buscar a gente num Cadillac 1975 conversível e nos vendaram. O lugar é secreto. Quando cheguei, começou a tocar a musiquinha de abertura do ‘Chaves’. Tiraram a venda e foi surreal. Foi como entrar na televisão, de cara para a vila, para a casa da Dona Florinda”, relembra Luciana.

A brasileira conheceu a vila no último dia 21. Quando pisou no cenário, engasgou de emoção e não chorou: “Não consegui andar direito, foi muito engraçado, foi muito emocionante, foi a sensação de entrar na televisão, porque fizeram a vila igualzinha, exatamente como era”.

Luciana e o namorado ficaram hospedados em um quarto onde Glória e sua sobrinha, Paty, moraram na série. Antes de dormir, o casal tirou fotos no barril e imitou cenas famosas de “Chaves”. “Sentei no triciclo da Chiquinha. A primeira coisa que fiz foi entrar no barril. Já tinha pedido pro Alberto, ‘um beijo dentro do barril você vai me dar’. Não entrei na casa da Bruxa, fiquei com medo (risos)”, conta a fã.

O casal comemorou a visita à vila com direito a sanduíche de presunto, prato preferido de Chaves, champanhe, suco de tamarindo e churros, outra comida que aparece na série. Eles também conheceram itens raros no museu dentro do Grupo Chespirito, como a máquina de escrever em que Bolaños escreveu todos os roteiros do programa.

Chaves no Brasil e no México

A brasileira de 35 anos (mas brinca que tem 29 desde 2010) trabalha como tradutora e é fã do programa desde criança. Segundo ela, os mexicanos ficaram impressionados quando souberam os nomes dos personagens no Brasil e que o SBT já passou oito horas de “Chaves” por dia.

“Seu Madruga, Don Ramón é o mais chocante de todos. Seu Madruga? Chiquinha? Era criança quando o SBT passava oito horas de ‘Chaves’. Sempre que assistia TV, tinha Chaves. Falei isso para o pessoal daqui, e eles ficaram muito impressionados, até o Roberto Gómez Fernández”, afirma.

Segundo a fã brasileira, “Chaves” passou a ser mais valorizado no México após a morte de Bolaños. Muitos mexicanos não respeitavam a série por ser da rede mexicana Televisa, que concentra a maior parte da mídia do país. “Chaves”, entretanto, ajuda a divulgar o país para o mundo e unifica a América Latina, como Luciana tentou falar para o filho de Bolaños.

“O que me ocorreu na hora foi dar um abraço. Falei: ‘Esse é o abraço que milhões de pessoas queriam dar em você e no seu pai. Seu pai foi muito importante para nossa infância’. Foi o que consegui falar na hora”. Somos um casal multicultural, e Chaves também conseguiu ultrapassar fronteiras”, diz a fã brasileira.

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