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“Ponte dos Espiões” retoma obsessão de Spielberg pela guerra; relembre

por Bibi Toledo / Publicado em terça-feira, 20 out 2015 06:08 AM / / 515 views

Rei das bilheterias –é diretor que mais faturou com bilheteria, Steven Spielberg também pode ser descrito como o "senhor das guerras". Filmes sobre o tema ou ambientados em um contexto de conflito armado são uma constante em sua extensa filmografia.

Uma obsessão de fundo biográfico e que quase sempre passa pela Segunda Guerra Mundial. De família judia, o cineasta descobriu o Holocausto por meio das  histórias contadas pai, o famoso engenheiro elétrico Arnold Spielberg, que perdeu dezenas de parentes em campos de concentração.

A inclinação às guerras renderam ao diretor seu maior reconhecimento: três Oscars. Um de melhor filme, por “A Lista de Schindler” (1993), e dois de melhor diretor, respectivamente, pelo mesmo longa e por "O Resgate do Soldado Ryan" (1998).

Essa coleção de estatuetas tem boa chance de aumentar em 2016, com o novo “Ponte dos Espiões”, que estreia na próxima quinta (22) e tem como pano de fundo a Guerra Fria.

Relembre abaixo os principais longas sobre guerra dirigidos pelo cineasta.

Reprodução

"Ponte dos Espiões" retoma obsessão de Spielberg pela guerra; relembre

John Belushi em "1941 – Uma Guerra Muito Louca", primeiro longa de guerra de Spielberg

"Ponte dos Espiões" retoma obsessão de Spielberg pela guerra; relembre

“1941 – Uma Guerra Muito Louca” (1979)

Poucos se lembram do primeiro filme de guerra dirigido por Steven Spielberg, que preferiu uma estratégia mais “light” ao tocar no assunto pela primeira vez. A comédia, estrelada por John Belushi e Dan Aykroyd, traz desdobramentos fictícios do ataque americano à base naval de Pearl Harbor, em 1941. Apesar de a história do submarino japonês que decide atacar Hollywood não ter lá muita graça, o filme não chegou a ser um fracasso de bilheteria. Ainda asism, desapontou os produtores, que esperavam repetir o sucesso de “Tubarão” (1975) e “Contatos Imediatos de Terceiro Grau” (1977).

Divulgação/Warner Bros

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"Império do Sol", estreia de Christian Bale no cinema, dirigida por Spielberg

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“Império do Sol” (1987)

Baseado no romance homônimo do escritor J. G. Ballard, acompanha um garoto inglês de onze anos que vive com a família em Xangai. Após a invasão japonesa na China durante a Segunda Guerra Mundial, ele acaba sozinho em um campo de concentração, onde precisa se virar para sobreviver. Para rodar na Ásia, Spielberg precisou negociar por meses com o governo chinês. E valeu o sacrifício. A história se tornou sucesso de crítica –mais do que de público. Hoje, também é lembrada por ser o primeiro filme do ator Christian Bale.

Reprodução

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"A Lista de Schindler", que rendeu ao cineasta seu primeiro Oscar de melhor diretor

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"A Lista de Schindler" (1993)

Mais uma vez a Segunda Guerra Mundial. Mais um drama. Mostra a tocante história real do tcheco Oskar Schindler, um industrial alemão que ajuda a salvar a vida de 1.200 judeus confinados em campos de concentração, ao contratá-los em suas fábricas. Foi premiado no Oscar, Globo de Ouro e Bafta. É frequentemente citado pela crítica e jornalistas como um dos melhores filmes já produzidos. Em 2007, o American Film Institute o elegeu o oitavo melhor filme americano da história.

Divulgação

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Tom Hanks no drama "O Resgate do Soldado Ryan" (1998), vencedor de cinco Oscars

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"O Resgate do Soldado Ryan" (1998)

Faltava um grande sucesso de bilheteria para os filmes de guerra de Steven Spielberg, algo que já havia sido acenado em “Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida” (1981), cuja trama envolve Hitler e os nazistas, mas antes do início do conflito. O “acerto de contas” veio em grande estilo. Além de render o segundo Oscar de melhor diretor ao cineasta, trouxe uma das cenas mais impactantes cenas de guerra do cinema, a do ataque às tropas americanas na praia francesa de Omaha, em 6 de junho de 1944, o chamado “Dia D”.

Divulgação

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Versão dirigida por Steven Spielberg do clássico de H. G. Wells foi lançada em 2005

"Ponte dos Espiões" retoma obsessão de Spielberg pela guerra; relembre

"Guerra dos Mundos" (2005)

Um conflito um pouco diferente aqui. Livremente inspirado no clássico do escritor H. G. Wells, retrata uma invasão alienígena liderada por uma gigantesca máquina. Tom Cruise é um pai de família divorciado que faz de tudo para salvar a pele dos filhos. Apesar de nem de longe ser considerado um dos grandes trabalhos de Spielberg, o filme bombou nos cinemas, faturando quase US$ 600 milhões no mundo, a maior bilheteria de Cruise até então. OK, não é um filme de guerra histórico como os outros. Mas é um dos poucos que consegue unir três temas bastante caros ao diretor: conflito, ficção científica e questões familiares.

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Jeremy Irvine em cena do épico de guerra "Cavalo de Guerra" (2011)

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"Cavalo de Guerra" (2011)

Steve Spielberg volta ao tema bélico em “Cavalo de Guerra”, agora explorando a pouco revisitada Primeira Guerra Mundial. É baseado no livro infantil homônimo, do autor inglês Michael Morpurgo, sobre a comovente amizade entre o jovem Albert e o cavalo Joey, que são forçados a se separar. Não fez tanto sucesso quanto o esperado. Reedita a antiga parceria do diretor com o compositor John Williams, que dá ares ainda mais épicos à histórica com sua trilha sonora. Curiosidade: É o primeiro filme de Spielberg a ser editado digitalmente.

Twentieth Century Fox/Divulgação

"Ponte dos Espiões" retoma obsessão de Spielberg pela guerra; relembre

Hanks em cena de "Ponte dos Espiões", do diretor Steven Spielberg

"Ponte dos Espiões" retoma obsessão de Spielberg pela guerra; relembre

"Ponte dos Espiões" (2013)

Depois de abordar a Guerra Civil Americana em "Lincoln", Spielberg fala de Guerra Fria em "Ponte dos Espiões". Na trama, que se passa nos anos 1950 e 1960, Tom Hanks é um advogado especializado em seguros que aceita uma tarefa diferente: defender Rudolf Abel, um espião soviético capturado pelos americanos, que posteriormente é trocado por um piloto americano preso pelos soviéticos. Explicita conflitos internos e sociais, lidando com o típico orgulho ianque e noções universais de justiça. Por causa disso, já vem sendo cotado como possível ganhador de Oscar. Vale ficar de olho.

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