Jô reclama de ministro da Dilma por cancelar entrevista em cima da hora

Jô Soares reclamou do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, por cancelar uma entrevista ao seu programa em cima da hora, à véspera do dia combinado. A  bronca do apresentador ocorreu durante o programa exibido na madrugada desta quinta-feira (8).

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dilma-e-jo-soares-1432045746459_1024x768Jô Soares reclamou do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, por cancelar uma entrevista ao seu programa em cima da hora, à véspera do dia combinado. A  bronca do apresentador ocorreu durante o programa exibido na madrugada desta quinta-feira (8).

“Aliás, o ministro da Justiça iria me dar uma entrevista ontem e me avisou à noite, às vésperas, que não poderia vir. Até por educação, você não pode deixar em cima da hora pra avisar isso, a ninguém, nem em jantar, ‘olha eu não vou’, na hora em que está servindo a mesa”, reclamou Jô ao lado de outras jornalistas. “Ele não caiu ainda, mas sugerem… Olha, me desculpa, ministro, se tivesse caído, você viria pelo menos ao meu programa”, completou.

O apresentador da Globo já havia entrevistado a presidente Dilma Rousseff, em junho, e o até então ministro da Educação Renato Janine, em setembro.

Quinzenalmente, Jô Soares reúne em seu programa quatro jornalistas –como Cristiana Lôbo, Christina Serra, Ana Maria Tahan, Lúcia Hipólito, Natuza Nery ou Lilian Witte Fibe– para falar sobre política ou economia no quadro “As meninas do Jô”.

Nesse mesmo quadro, o apresentador já se envolveu em outras polêmicas. Em dezembro do ano passado, por exemplo, ao repreender um rapaz que estava no auditório e gritou palavras de apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), 59 anos. O parlamentar foi acusado de ferir o decoro ao dizer que “não estupraria Maria do Rosário [PT-RS] porque ela não merece”.

“Viva, Bolsonaro!”, gritou o rapaz, logo depois do programa exibir um VT com palavras de Bolsonaro. “Quem foi que gritou esse absurdo? Maluf está na plateia? Quem que gritou? É só para eu saber”, perguntou Jô, surpreso.

Após segundos de silêncio, o homem se “entregou” e justificou o seu apoio a Bolsonaro. “Eu entendi o que ele quis dizer. Ele foi autor de um Projeto de Lei para castração química de estrupador (sic).  Ele não quis fazer apologia. Eu acredito que deu no contexto da fala dele”, justificou o rapaz. “Eu já ouvi muita bobagem na minha vida, mas essa supera a do Bolsonaro”, rebateu Jô.

Já em agosto, após ouvir críticas ao governo Dilma, Jô chamou a jornalista Lilian Witte Fibe de “apocalíptica”. “Estou aqui com a Natuza Nery, com a Lilian Witte Fibe, que hoje está apocalíptica”, disparou. “Apocalíptica, não, realista”, devolveu a jornalista.

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