Autora de “Os Dez Mandamentos” fala sobre trama de romance entre os personagens

DivulgaçãoA autora Vivian de Oliveira Autora de "Os Dez Mandamentos", Vivian de Oliveira vê vantagem em ambientar seus personagens numa novela de época. Tudo porque os conflitos para os casais do folhetim caem como uma luva.

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    Os Dez MandamentosA autora Vivian de Oliveira

Autora de “Os Dez Mandamentos”, Vivian de Oliveira vê vantagem em ambientar seus personagens numa novela de época. Tudo porque os conflitos para os casais do folhetim caem como uma luva.

“Qualquer folhetim precisa de uma história de amor. E hoje em dia é tão difícil criar um amor impossível. Tudo pode, né? Dei um enfoque mais romântico para Moisés (Guilherme Winter) e Zípora (Giselle Itié). A relação de Nefertári (Camila Rodrigues) e Ramsés (Sergio Marone) também ganhou licença poética”, disse a escritora, durante um painel no evento RioMarket, no Rio, que é voltada para profissionais do mercado audiovisual, nesta sexta-feira (2).

No entanto, a base de todo o trabalho é uma pesquisa profunda, que procura não fugir muito dos acontecimentos já conhecidos do grande do público. “Um dos grandes acertos que hoje eu vejo é ter sido fiel ao texto bíblico, desde ‘A História de Ester’. O que eu faço é criar o entorno”, contou ela, que não só se baseou nos livros do Antigo Testamento como também em passagens do Novo Testamento que citam Moisés. Muita coisa da novela, ela diz, acabam sendo interpretações baseadas em poucas informações nos textos.

“Novela é um trabalho muito árduo, e qualquer adaptação já tem suas dificuldades. Quando a história é bíblica, é tudo mais complexo ainda. Tenho uma equipe com cinco colaboradores e dois pesquisadores, um especialista em Egito e outro no povo hebreu”, disse.

Outra vantagem da novela de época é a grandiosidade de seus temas. “Hoje em dia é tudo muito superficial. Naquela época, as pessoas morriam por uma causa, um ideal. isso mexe com o imaginário popular”, afirmou.

Referência na série “Roma”

Desde que passou a escrever sobre o tema, em 2009, a escritora ganhou confiança sobre o assunto, que lhe permitiu até ser mais liberal quanto à linguagem. Na primeira série bíblica de sua autoria, os diálogos eram mais formais e rebuscados. “Era até mais difícil de escrever. Quando reparei na série ‘Roma’, comecei a observar como eles falavam. A partir daí tive mais liberdade: em ‘Rei Davi’ e ‘José do Egito’ já tinha uma linguagem mais coloquial. Em ‘Os Dez Mandamentos’ deixo passar até umas expressões mais modernas. Fica mais natural”, afirmou.

Segundo Vivian, criar ganchos que prendam o telespectador até o capítulo seguinte não é bem um problema – o fato de a história já ser conhecida não estraga a experiência do público. “Na estreia, o gancho era o policial pegando o bebezinho, mas todo mundo sabia que Moisés não ia morrer. Mas o interesse está em saber como a coisa vai se resolver”, comentou a escritora, que afirmou estar escrevendo o 143º da trama que terá 170 no total.

Segundo Vivian, o segredo é “não ter medo de ir fundo nas emoções”. E acreditar na trama. “Percebo em outras adaptações da Bíblia para certos filmes, que os autores duvidam da história. Eu encaro como verdadeira”, disse.

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