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Erro banal nas filmagens levou doc sobre Aretha Franklin aos tribunais

por Bibi Toledo / Publicado em quarta-feira, 09 set 2015 18:02 PM / / 360 views

Erro banal nas filmagens levou doc sobre Aretha Franklin aos tribunais

Cena do documentário “Amazing Grace”, cuja exibição foi proibida nos EUA e Canadá

O documentário “Amazing Grace”, do diretor Sidney Pollack (1934-2008), sobre os históricos shows de Aretha Franklin na igreja batista de Los Angeles New Temple Missionary, em 1972, está no centro de um embate judicial por um motivo um tanto quanto prosaico.

Pollack, à época um promissor cineasta de 38 anos e com cinco longas no currículo –entre eles o premiado “A Noite dos Desesperados” –, simplesmente esqueceu de levar a claquete ao templo.

Aparentemente nada demais, a não ser pela função básica do dispositivo, desconhecida por muitos: além de demarcar planos e tomadas, o objeto de madeira, mais precisamente o som proveniente de sua batida, serve como guia para a sincronia entre imagem e som na edição.

Por causa disso, na primeira edição de “Amazing Grace”, os lábios de Aretha não “conversavam” com sua voz, dando a impressão de filme mal dublado.
Nem a posterior correção digital foi suficiente para a cantora, que ainda argumenta que o diretor teria se comprometido a usá-las somente para fins não comerciais.

Lançado em disco em 1972, voltado a músicas de louvor, o show se tornou o álbum mais vendido da carreira de Aretha e de toda a história da música gospel americana, recebendo certificado de platina dupla nos Estados Unidos.

Após a morte de Pollack, em 2008, as imagens foram adquiridas pelo produtor Alan Elliot, cedidas pela gravadora Warner Bros, responsável pelo registro. O documento de cessão autoral especifica que, para a exibir o filme, é preciso ter o consentimento da cantora, o que deu origem a toda a celeuma.
Desde então, Elliot e Aretha não chegaram a um acordo sobre a possibilidade de exibição.Na decisão da Justiça de Denver, anterior ao Festival de Telluride, o juiz entendeu que a exibição infligiria um dano imediato e irreparável a Aretha, incorrendo na violação de privacidade e dos direitos da cantora como autora das imagens.

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