Há 30 anos era lançado “The Head on The Door”, o álbum que apresentou o The Cure ao Brasil

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The Cure

Há exatos 30 anos, o The Cure lançava “The Head On The Door”, seu sexto e, até então, mais popular álbum. O disco chegou no sétimo lugar na parada britânica e, mais importante, no top 100 americano. Ainda que ele tenha aparecido apenas em um modesto 59° posto, foi ele que abriu as portas daquele mercado para a banda de Robert Smith.

Para os brasileiros o disco também é bastante importante, já que ele foi o primeiro da banda a sair no país – por incrível que pareça, até hoje o grupo nunca teve a íntegra de sua discografia lançada em edição nacional.

“The Head On The Door” tem importância por marcar a estreia daquela que se tornaria a chamada formação clássica do grupo (Robert Smith, Lol Tolhurst, Porl Thompson, Simon Gallup e Boris Williams) e por abrir os horizontes da banda em um trabalho bem mais pop e ensolarado que os últimos álbuns deles.

É fato que eles já estavam deixando um pouco de lado os climas depressivos que marcaram os seus discos lançados nos anos 80, em vários singles luminosos – “The Lovecats”, “Let’s Go To Bed”, “The Caterpillar” – mas nenhum álbum deles até então trazia tamanha variedade sonora – à fórmula da banda, foram adicionadas doses de psicodelia, R&B, além de acenos á música tradicional japonesa e flamenca.

Claro que “The Head…” tem sua conta de faixas melancólicas – “Kyoto Song”, a faixa de encerramento “Sinking” e “A Night Like This” (essa um dos momentos definitivos da banda), que o digam.

The Cure

Mas, no final, é o pop iluminado de “In Between Days”, “Close To Me”, “Push” e “Six Different Ways” que o definem.

Também é curioso notar a relação do trabalho com os críticos. O semanário britânico Melody Maker elegeu
“The Head…” o melhor álbum de 1985. Por sua vez, o jornal rival, o NME, não achou espaço para ele em uma lista de 50 discos. Com o tempo essa percepção mudou, tanto que o próprio NME o colocou recentemente em sua relação dos “500 melhores álbuns de todos os tempos”.

O fato é que ainda que ele não seja uma presença obrigatória em listas desse tipo, sua presença também não causa estranheza.

Relembre três grandes momentos do disco

In Between Days
O single de maior sucesso do álbum, chegou no 15° posto da parada britânica e no 99° da americana. Foi essa música que apresentou o Cure ao grande público brasileiro, graças também ao seu inventivo clipe, a ponto da banda ter quase que se tornado sinônimo de “rock novo” por aqui. A faixa entrou em trilha de novela e foi usada como abertura de programas televisivos. O sucesso foi tanto que em 1987 eles vieram pela primeira vez ao Brasil para uma turnê que lotou ginásios e arenas.


Close To Me
O clipe, com o quinteto preso em um armário, é outra ótima parceria entre a banda e o diretor Tim Pope. Ela pode não ter feito grande sucesso quando foi lançada em single – não foi além de 24° posto no Reino Unido – mas, com o tempo, ela acabou por se tornar uma faixa conhecida e obrigatória nos shows do grupo.


A Night Like This
Apesar de nunca ter saído como single, a música ganhou um clipe que foi exibido com certa frequência o que ajudou a torná-la bastante querida entre os fãs da banda e os ouvintes casuais. A música faz uma ponte interessante entre o lado mais melancólico e o pop de Robert Smith, nessa que é uma de suas composições mais inspiradas

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