“Ausência”, de Chico Teixeira, vence o Kikito de melhor longa em Gramado

"Ausência", do cineasta Chico Teixeira, venceu o prêmio de melhor filme do 43º Festival de Gramado. O diretor não veio à cerimônia porque passa por um tratamento de um câncer. Subiram ao palco para receber a premiação os dois protagonistas do longa, Gilda Nomacce e Matheus Fagundes.

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“Ausência”, do cineasta Chico Teixeira, venceu o prêmio de melhor filme do 43º Festival de Gramado. O diretor não veio à cerimônia porque passa por um tratamento de um câncer. Subiram ao palco para receber a premiação os dois protagonistas do longa, Gilda Nomacce e Matheus Fagundes.

A atriz Mariana Ximenes venceu o kikito de melhor atriz no Festival de Gramado, neste sábado (15), por um “Um Homem Só”. “É um filme que nasceu da vontade de experimentar”, disse. Nervosa e com a voz trêmula, ela agradeceu Vladimir Brichta e toda a equipe do longa.

O melhor ator foi Breno Nina, de “O Último Cine Drive-In”, de Iberê Carvalho. Ao subir ao palco, Nina agradeceu Othon Bastos, com quem contracenou. “Nem quando eu tiver 80 anos, vou ter a dimensão do que foi ter sido seu filho no filme”.

Noite marcada por discursos políticos

Convidado ao palco para entregar algumas estatuetas para concorrentes de longas-metragens, Luiz Carlos Barreto, o Barretão, defendeu a democracia e se disse contra os que planejam um golpe no país. O produtor foi aplaudido pela maioria da plateia, mas era possível ouvir algumas vaias na plateias.

Luiz Fernando Emediato, autor do livro que inspirou “O Outro Lado do Paraíso”, defendeu Barreto e disse que ser a favor da democracia não é ser a favor do governo Dilma. “A presidente Dilma foi eleita e não pode sofre um golpe”, disse e também foi vaiado por alguns espectadores na plateia.

A cerimônia começou com 40 minutos de atraso e contou com a presença de Mariana Ximenes e Vladimir Brichta, protagonistas de “Um Homem Só”, filme premiado com melhor fotografia.

O prêmio de melhor longa estrangeiro foi para o argentino “La Salada”, de Juan Martin Hsu. O melhor curta-metragem foi para o gaúcho “O Corpo”, de Lucas Cassales, protagonizado pelo uruguaio Cesar Troncoso. Matheus Nachtergaele ganhou o prêmio de melhor ator de curta por “Quando Parei de Me Preocupar Com Canalhas”.

A banda Rock de Galpão, de Porto Alegre, embalou a noite nos intervalos da premiação. O grupo musical participou de uma homenagem ao Teixeirinha, astro e produtor do cinema nacional.

Ao longo de oito dias de competição, foram exibidos no Palácio dos Festivais 15 curtas-metragens brasileiros, oito longas brasileiros e sete longas de países como Cuba, Equador, Argentina, Uruguai, Costa Rica e México.

Premiação em dinheiro

Foram distribuídos R$ 280 mil aos competidores nas mostras de longas nacionais, estrangeiros e curtas-metragens, R$5 mil a mais que em 2014. Este ano, os homenageados foram Marília Pêra, Daniel Filho, o produtor Zelito Viana e o produtor e diretor Argentino Fernando Solanas. A edição de 2014 foi a primeira em que o Festival concedeu prêmios em dinheiro.

Em 2014, o filme vencedor do Festival de Gramado foi “A Estrada 47”, dirigido por Vicente Ferraz e protagonizado por Daniel Oliveira, sobre a história de pracinhas brasileiros durante a Segunda Guerra Mundial.