Ativistas LGBT pedem boicote a filme sobre movimento gay da década de 70

O próximo filme do diretor Roland Emmerich, o drama histórico "Stonewall", retrata os distúrbios do final dos anos 60 e início dos 70 que deu início ao movimento gay de Nova York. O longa tem previsão de estreia apenas para setembro, porém já está gerando controvérsia nos Estados Unidos. 

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O próximo filme do diretor Roland Emmerich, o drama histórico “Stonewall”, retrata os distúrbios do final dos anos 60 e início dos 70 que deu início ao movimento gay de Nova York. O longa tem previsão de estreia apenas para setembro, porém já está gerando controvérsia nos Estados Unidos.

De acordo com o site da revista “EW”, o trailer divulgado na terça-feira (11) está sendo alvo de ativistas LGBT porque o personagem principal é um homem branco que não parece gay. De acordo com os ativistas, o filme está “branqueando” um importante episódio da história LGBT.
A Gay-Straight Alliance Network divulgou um abaixo-assinado, que já recebeu mais de 10 mil assinaturas, pedindo para as pessoas boicotarem o filme. No documento, eles dizem para as pessoas não jogarem dinheiro fora em uma indústria capitalista que não reconhece os verdadeiros heróis. “Não apoiem um filme que apaga a nossa história. Não assistam ‘Stonewall'”, diz um trecho.
O longa conta a história de Jeremy Irvine, um personagem fictício que deixa a sua cidade natal no Meio-Oeste americano e muda-se para Nova York. Lá ele descobre o Stonewall e torna-se membro da comunidade gay de Christopher Street.
Em resposta ao abaixo-assinado, o diretor publicou em seu Facebook que o filme é um trabalho de amor e o público verá que se trata de uma homenagem aos ativistas da vida real que estavam lá.