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Relembre cinco grandes momentos de Raul Seixas no dia em que ele faria 70 anos de idade

por Marta Lima / Publicado em domingo, 28 jun 2015 16:00 PM / / 680 views

Raul Seixas

Se estivesse vivo, Raul Seixas estaria completando 70 anos nesse 28 de junho. Infelizmente, o músico nos deixou em agosto de 1989 com 44 anos. O alento é que a sua obra segue conosco e cada vez mais viva, profunda e inspiradora, como se pode ver nos cinco vídeos abaixo, cada um deles de uma fase diferente de sua trajetória.


Ouro de Tolo1973

Raul Seixas

Raul Seixas não era nenhum garoto novato quando lançou seu primeiro disco solo em 1973. Ele já havia lançado um LP com seu grupo Raulzito E os Panteras em 1968 e um trabalho coletivo (“Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10”) em 1971, além de ter compostos canções para artistas na época chamados de brega (como “Ainda Queima A Esperança” gravada por Diana).

Ainda assim, era difícil imaginar que aquele ex-executivo de gravadora iria revolucionar a música brasileira e gravar um dos grandes discos de nossa música.

Mas foi exatamente isso que aconteceu com “Krig-Há Bandolo”, um álbum cheio de faixas antológicas como “Metamorfose Ambulante”, “Al Capone” e “Ouro de Tolo”.


Gita1974

A mística “Gita” foi o primeiro grande sucesso popular de Raul com sua letra misteriosa e arranjo grandioso. A faixa saiu do disco homônimo que também tem “Medo da Chuva”, “O Trem das Sete” e “Sociedade Alternativa”.


Maluco Beleza1977

Depois de lançar quatro discos de material original na Phillips (e mais dois discos com covers de rock dos anos 50), Raul foi para a WEA por onde lançou três discos. Desses, o mais conhecido é o primeiro deles, “O Dia em Que a Terra Parou” de 1977 que trazia uma das canções símbolo do cantor, a antológica “Maluco Beleza”.


Carimbador Maluco1983

Raul Seixas

A última década de Raul seixas foi complicada. Dependente de álcool, com fama de causador de problemas e fazendo poucos shows, é incrível que ainda assim ele tenha conseguido gravar seis discos de estúdio no período (incluindo o trabalho feito em parceria com Marcelo Nova). Discos estes que foram lançados por cinco gravadoras diferentes e tiveram graus variados de sucesso.

Os três álbuns dele lançados na primeira metade da década têm excelentes momentos, mas a canção que marcou esse período – e também o fez renascer comercialmente – foi “Carimbador Maluco”, gravada para o especial infantil da Globo “Plunct, Plact, Zuuum” que foi ao ar em junho de 1983.

Apesar de sua estrutura de canção para crianças, a faixa tem uma letra bem complexa e quase subversiva. Isso porque ela adapta as ideias do pensador anarquista Proudhon (“Ser governado significa ser observado, inspecionado, espionado, dirigido, legislado…” de “A Ideia Geral da Revolução) para o ambiente lúdico da canção (e do programa televisivo).


Cowboy Fora Da Lei1987

Os álbuns finais de Raul Seixas são irregulares, obras feitas por um artista já extremamente debilitado. Ainda assim todos eles têm momentos de brilho, especialmente “A Panela do Diabo”, a parceria com Nova que saiu dois dias antes de sua morte em agosto de 1989. Antes disso, o cantor teve seu último grande sucesso comercial. O divertido country rock “Cowboy Fora Da Lei” de 1987 que o levou de volta às rádios e TVs de todo o país.



Saiba mais sobre Raul Seixas lendo o especial que o Popzone fez sobre ele em 2009.

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