Florence + The Machine, Major Lazer e Simply Red estão nos “Lançamentos da Semana”!

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Florence + The Machine – How Big, How Blue…

Florence And The Machine
How Big, How Blue, How Beautiful

Demorou quatro anos, mas finalmente o terceiro álbum de estúdio de Florence Welch foi lançado. E que belo trabalho. A capa – com um foto da cantora em preto e branco e cara séria – já mostra que a artista está em nova fase, algo que rapidamente se comprova ouvindo o trabalho.

“How Big, How Blue, How Beautiful” certamente é menos imediato que os dois discos anteriores, que, diga-se, já tinham um certo clima de estranheza. Mas aqui Welch soa mais amadurecida, completa e com total domínio de sua voz.

Florence And The Machine

Os fãs casuais mais antigos talvez precisem de mais tempo para digerir o álbum, mas vale a pena ouvi-lo com atenção por algumas vezes. Não que Florence tenha radicalizado e partido para o experimentalismo. Longe disso.

O álbum tem várias canções com a sonoridade que a tornou famosa – as músicas com cara de hino, marcadas por percussão forte e refrãos grandiosos – vide “Third Eye” ou “Mother”.

Mas onde ela realmente dá um passo para frente são nas faixas mais pesadas, muitas delas com clara influência de Siouxsie And The Bansheese de outros nomes do rock do final dos anos 70/início dos 80. São nesses momentos -como na faixa título por exemplo com lindo arranjo orquestral – onde ela realmente brilha e se mostra capaz de converter até quem nunca gostou muito de suas músicas.

Ouça “Ship To Wreck” com Florence + The Machine de “How Big, How Blue…”


Major LazerPeace Is The Mission

Major Lazer
Peace Is The Mission

Esse é o primeiro de três mini-álbuns que o grupo capitaneado pelo DJ Diplo lançará nos próximos 12 meses. A se julgar pelo visto aqui, os fãs de música inventiva e inteligente podem esperar uma série de ótimos trabalhos.

“Peace Is The Mission” é um disco de música dançante, mas daqueles que funcionam nas pistas mas que também podem tocar no rádio, ou ser ouvido em casa, na rua ou no carro – ou seja, exatamente o que se espera de um bom disco de música pop. De quebra, o trabalho não deixa de ser conceitual, ao lidar com a ideia de se conseguir a paz através da música.

Major Lazer

Obviamente nós já sabemos que esse não é um objetivo dos mais fáceis de se atingir, menos ainda através da música pop.

Divagações à parte, a sensação de bem estar causada pela audição trabalho deve trazer ao menos paz interior para quem o escuta – o que já está de ótimo tamanho.

“Peace Is The Mission” tem nove faixas, todas relativamente distintas – o trabalho tem influência de hip hop, música jamaicana, soul e também abre espaço para o pop puro e simples. A lista de convidados também é eclética – Ellie Goulding, Pusha T, MØ, Chronix e Ariana Grande entre eles. Todo esse pessoal contribui para fazer deste, um dos bons discos de 2015.

Ouça “Powerful (Feat. Ellie Goulding and Tarrus Riley)” com o Major Lazer


Simply RedBig Love

Simply Red
Big Love

Em 2010, Mick Hucknall disse que estava aposentando o Simply Red, que há anos já havia se tornado um projeto pessoal do vocalista.

Segundo ele, o nome o estava aprisionando e ele queria poder experimentar mais e gravar discos sem o peso que o nome da banda trazia. Nesse tempo ele gravou dois discos solo e ainda pôde se divertir muito ao assumir o oposto que um dia foi de Rod Stewart nos Faces para em um série de shows elogiados e bem sucedidos- ainda mais se levarmos em conta o risco da empreitada.

Pelo visto, Hucknall fez as pazes com a sua persona mais famosa. Ainda que possa-se argumentar que ele retomou o nome por razões financeiras, é sempre bom lembrar que ele há anos é um dos músicos mais bem sucedidos da Grã Bretanha, já tendo vendido mais de 50 milhões de discos.

Simply Red

Dito isso, “Big Love” soa mesmo como
um reencontro. Praticamente todos os músicos que estavam presentes na
última formação da banda estão aqui e o som também pouco mudou nos 30 anos que separam este lançamento do álbum de estreia deles.

Ou seja, o que temos aqui é uma música pop adulta, muito influenciada pelo pop negro das décadas de 60 e 70.

Se funciona? Para quem já era fã certamente. Quem sempre achou o som deles pouco inovador e sem sal provavelmente não irá se convencer – mas mesmo esses deverão dar o braço a torcer para a faixa título, de grande classe e inspiração.

Se você nunca os escutou, recomenda-se a audição de uma coletânea e, principalmente de “Picture Book”, o primeiro disco deles, que só melhora com o passar dos anos.

Ouça “Shine On com o Simply Red presente no álbum “Big Love”

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