Atriz de Sete Vidas diz que vilã preconceituosa represente parte do público

Divulgação/TV GloboAtriz Maria Manoella interpreta a Branca, em "Sete Vidas" Na pele da conservadora e preconceituosa Branca em “Sete Vidas”, a atriz Maria Manoella, de 36 anos, sabe que sua personagem está longe de ser apenas ficção. Na trama, a advogada vive em conflito com a sogra, Esther (Regina Duarte), tudo porque a mãe de Luís (Thiago Rodrigues) e Laila (Maria Eduarda de Carvalho) foi casada com outra mulher.

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    Atriz de Sete Vidas diz que vilã preconceituosa represente parte do público

    Atriz Maria Manoella interpreta a Branca, em “Sete Vidas”

Na pele da conservadora e preconceituosa Branca em “Sete Vidas”, a atriz Maria Manoella, de 36 anos, sabe que sua personagem está longe de ser apenas ficção. Na trama, a advogada vive em conflito com a sogra, Esther (Regina Duarte), tudo porque a mãe de Luís (Thiago Rodrigues) e Laila (Maria Eduarda de Carvalho) foi casada com outra mulher.

“Infelizmente ela representa uma parte das pessoas no Brasil que acha que o comportamento dela está certo. É triste isso. Mas eu classifico a Branca como vilã, então ela cumpre essa função direito”, afirmou Maria em entrevista ao Popzone.

Se em “Babilônia” o casal de lésbicas Estela (Nathalia Timberg) e Teresa (Fernanda Montenegro) não foi bem aceito pelo público – fazendo até com que o autor limasse beijos entre elas – no caso de Esther, de “Sete Vidas”, a repercussão negativa é menor. Maria Manoella acredita que a boa aceitação se deve ao fato de a companheira de Esther estar morta na novela.

“A história da Regina Duarte é aceita por boa parte do público porque ela é contada, e não mostrada. Então é aquela velha história: o que os olhos não vêem, o coração não sente”, opina. Em uma das cenas elogiadas, inclusive pelo crítico de TV Maurício Stycer, do Popzone, Luís, explica para os filhos a importância de eles respeitarem a opção sexual da avó.

Para Maria, a TV Globo cumpre sua função social no combate ao preconceito. “A emissora está vindo com tudo e está fazendo um papel impecável. Pegaram Nathalia, Fernanda e Regina, três atrizes acima de qualquer critério artístico e deram a elas personagens emblemáticos. O público tem dificuldade em aceitar casais gays, é uma tristeza pensar que existem pessoas no Brasil com essa mentalidade”, enfatiza.

Na novela, Branca recebeu um banho de água fria ao ser surpreendida com o pedido de separação de Luís. As cenas com Regina Duarte diminuíram, mas Maria ressalta que a parceria com a atriz é maravilhosa: “É muito bom trabalhar com a Regina, ela adora jovens atores e trocar experiências”.

Em sua segunda novela na Globo – a primeira foi “Três Irmãs”, Maria Manoella diz que tem recebido o carinho do público, apesar das vilanices de Branca. Ela diz que as pessoas que abordam sabem distinguí-la da personagem.

A atriz não revelou os próximos passos de Branca, mas garante que a advogada ainda vai infernizar muito a vida do ex-marido. No entanto, ela gostaria que a personagem se redimisse no final da novela. “Queria que ela fizesse muita terapia”, deseja.

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