Filme com Ingrid Guimarães atrai 66% do público nacional no 1º trimestre

A comédia "Loucas Pra Casar", com Ingrid Guimarães, Tatá Werneck e Márcio Garcia, foi responsável por atrair 66% do público de filmes nacionais no primeiro trimestre de 2015, aponta um balanço da Ancine (Agência Nacional do Cinema) divulgado nesta quarta-feira (6).

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A comédia “Loucas Pra Casar”, com Ingrid Guimarães, Tatá Werneck e Márcio Garcia, foi responsável por atrair 66% do público de filmes nacionais no primeiro trimestre de 2015, aponta um balanço da Ancine (Agência Nacional do Cinema) divulgado nesta quarta-feira (6).

Ao todo, o filme de Roberto Santucci – lançado no dia 8 de janeiro – levou mais de 3,7 milhões de pessoas a 604 salas do país, aponta o Informe de Acompanhamento de Mercado de Salas de Exibição da Ancine. Para se ter uma ideia, todas as produções nacionais juntas somaram 5,6 milhões de espectadores entre 1º de janeiro e 1º de abril.

A arrecadação total de “Loucas Pra Casar” foi de R$ 45,6 milhões, deixando-a no posto de maior bilheteria de filmes nacionais no primeiro trimestre de 2015 e de segunda maior incluindo as produções estrangeiras. A primeira posição do trimestre no Brasil, segundo a Ancine, é ocupada por “Cinquenta Tons de Cinza”, com um público de 6,6 milhões de pessoas, renda de R$ 87,3 milhões e exibição em 1.087 salas no primeiro trimestre.

Na história de “Loucas Pra Casar” , Malu (Ingrid Guimarães) tem 40 anos e trabalha como secretária de Samuel (Márcio Garcia), o homem da sua vida. Apesar de o casal namorar há três anos, o pedido de casamento não vem. Certo dia, Malu percebe que faltam algumas camisinhas no estoque do namorado, e logo deduz que ele tem uma amante. Após contratar um detetive particular, ela descobre outras duas mulheres na vida de Samuel: a dançarina de boate Lúcia (Suzana Pires) e a fanática religiosa Maria (Tatá Werneck). As três, então, vão disputar a preferência do amado.

Outro filme nacional que aparece na lista das 20 maiores bilheterias do trimestre, segundo a Ancine, é”Os Caras de Pau em o Misterioso Roubo do Anel”, com Leandro Hassum e Marcius Melhem no elenco. Ainda de acordo com o balanço da agência, as produções brasileiras tiveram uma participação de público de 12,8% entre todos os longas exibidos.

Alta de público e renda

O informe da Ancine revela, ainda, que o mercado audiovisual brasileiro registrou um aumento de público e renda no primeiro trimestre de 2015, na comparação com o mesmo período do ano passado.

A arrecadação total do setor entre os dias 1° de janeiro e 1° de abril foi de R$ 568 milhões, alta de 23,2% em relação a 2014.

Já o público presente nas salas de cinema do país subiu 18,1% nas 13 primeiras semanas do ano – intervalo contabilizado no balanço. Em números absolutos, o mercado audiovisual brasileiro recebeu 43,4 milhões de espectadores nos três primeiros meses de 2015.

De acordo com a Ancine, o público deste primeiro trimestre está em um patamar bastante acima da média dos últimos anos. Entre 2009 e 2014, a média de espectadores nos três primeiros meses desses anos foi de 33 milhões – o que representa um acréscimo de 31,5% em 2015.

Segundo o balanço, esse crescimento foi potencializado pelo bom desempenho de filmes estrangeiros (como “Cinquenta Tons de Cinza”, “Bob Esponja: Um Herói Fora d’Água” e “Os Pinguins de Madagascar”, todos com mais de 3 milhões de espectadores no país). Ao todo, as produções do exteriorapresentaram uma alta de 28,5% no público neste primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período de 2014. Além disso, os três primeiros meses de 2015 tiveram a maior quantidade de bilhetes vendidos em um primeiro trimestre desde 2009, revela a Ancine.

Novas salas e digitalização

O balanço trimestral da Ancine revela também uma ampliação do número de salas de exibição no país. Até o fim do primeiro trimestre, estavam em funcionamento 2.870 salas de cinema – sete complexos com 22 salas foram inaugurados, três complexos com 16 salas foram reabertos, e um complexo já existente ganhou mais três salas (todos os 11 complexos já têm projeção digital e pelo menos uma sala com projeção 3D).

Por região, o Sudeste  apresentou a maior quantidade de salas colocadas em funcionamento no primeiro trimestre, com 25 ao todo. Em seguida, vem o Nordeste, com 11 novas salas de exibição; e o Norte, com cinco.

Em todo o país, sete salas de cinema foram fechadas e duas entraram em reforma no trimestre, distribuídas entre os estados do Pará, de São Paulo e da Bahia.

Já as salas digitalizadas chegam a 2.128, ou 74,1% do total em funcionamento. Dos 20 maiores grupos exibidores do Brasil, sete já estão com 100% de suas salas convertidas para a nova tecnologia.