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Para diretores, guiar elenco veterano de “Os Experientes” foi intimidador

por Redação / Publicado em quinta-feira, 09 abr 2015 13:47 PM / / 492 views
  • Zé Paulo Cardeal/TV GloboPara diretores, guiar elenco veterano de "Os Experientes" foi intimidador

    O diretor geral Fernando Meirelles com Yolanda (Beatriz Segall) na série “Os Experientes”

Os nomes do elenco de “Os Experientes” não deixam mentir: muitos dos atores da série, que estreia na próxima sexta-feira (10), fazem parte da história da teledramaturgia brasileira. Mesmo um diretor experiente como Fernando Meirelles diz não ser tão fácil conduzir o set com atrizes como Beatriz Segall e Joana Fomm.

“A Selma Egrei é minha amiga e é a mais jovem do elenco, foi tranquilo. Mas dirigir a Beatriz ou a Joana, de quem sou fã há anos, foi um pouco intimidador no começo. Confesso. O mesmo com o Othon Bastos, com quem rodei apenas uma cena, mas ele estava tão à vontade que o gelo se quebrou no ato”, afirma o cineasta, feliz por retribuir um empurrãozinho no início da carreira a Goulart de Andrade. “Adorei poder ter incluído o Goulart no elenco, foi ele quem me colocou na televisão na década de 80. Dívida paga”, afirma.

Para diretores, guiar elenco veterano de "Os Experientes" foi intimidador
Quico Meirelles concebeu a ideia da atração

Quico Meirelles, que divide com o pai a direção geral da série, diz que a experiência foi uma honra, mas também “apavorante”. “Esta foi minha primeira grande produção. E o episódio que dirijo, ‘O Primeiro Dia’ tem no elenco o Juca de Oliveira, o Othon Bastos, o Lima Duarte. Imagina, eu, um moleque de 24 anos na época, dirigindo estes atores que fizeram a história da TV e do cinema brasileiro, todos com cerca de 60 anos de experiência!”, lembra.

Em quatro episódios com tramas distintas, “Os Experientes” adota também um estilo diferente para contar cada história. Protagonizado por Beatriz Segall, “Assalto” tem uma pegada maior de ação enquanto a investida contra um banco é realizada. Com várias canções sobre a amizade, “Atravessadores do Samba” se parece mais com um musical. Já “O Primeiro Dia” mistura tons de comédia e de drama ao retratar o encontro de um pai com seu filho. E ‘Folhas de Outono’, que tem música de Nat King Cole como tema, tem um ar mais romântico.

Um personagem serve de elo entre os episódios, que refletem sobre a passagem do tempo e as dificuldades e redescobertas na terceira idade. “Nossa cultura é obcecada pela juventude, e os velhos tendem a ser colocados de lado como se não tivessem mais nada a dizer ou ensinar. Grande besteira. A série nos lembra que, por trás daquelas rugas, há sabedoria e vida”, comenta Fernando, que diz ter comprado na hora a ideia concebida por seu filho para a atração.

E a inspiração, diz Quico, veio de seus avós. “Eu tenho uma relação muito próxima com meus avós e gosto muito do universo da terceira idade. E o assunto é tocante. Não é porque eles têm 70, 80 anos que a vida acabou. Nunca é tarde para viver e que ainda podem acontecer coisas muito boas na vida deles; eles ainda podem se emocionar”, analisa.

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