O dia que acordei Gisele Bundchen

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O ano era 1998. Eu na época era um jovem repórter em início de carreira. Fazia as matérias do Rio para a revista teen Capricho. Na época o mito Gisele Bundchen estava em frase de construção. A modelo mais famosa do Brasil era outra gaúcha, Shirley Mallmann. Gisele veio ao Rio para fazer dois desfiles, da Maria Bonita e da Lenny. No backstage do desfile da Maria Bonita tentei falar com ela pra fazer uma entrevista. Foi muito corrido. Falei com o pessoal da sua antiga agência, a Elite, que não deu a menor bola. Pra quem não sabe as primeiras capas da carreira de Gisele foram na Capricho. Quando ela começou a explodir eles queriam de qualquer maneira uma matéria com ela. Apesar da esnobada da equipe dela não me dei por vencido. Fiz ponto ao lado dos seguranças que vieram com ela e ouvi que ela seria deixada mais tarde no hotel Sheraton, que fica na Av. Niemeyer. Fiquei na minha, descobri o horário do desfile da Lenny no dia seguinte e combinei com o fotógrafo de ir direto ao Sheraton pra falar com ela, sem falar com o pessoal da Elite que estava realmente nem aí pra entrevista. No dia seguinte, por volta das 2 da tarde, cheguei a recepção do Sheraton e pedi, como se fosse um velho conhecido, pra interfonar pro quarto de Gisele. Como disse na época ela ainda não era muito conhecida. A recepcionista ligou pro quarto, me passou o telefone e comecei a falar com Gisele. Ela estava sonolenta e me encheu de perguntas. De cara perguntou com quem eu havia combinado a matéria. Respondi que era da Capricho, que estava com um fotógrafo no saguão do hotel e que a aguardava pra uma entrevista. De repente, como num passe de mágica, meu celular não parou de tocar. Era a turma da Elite, desesperada, querendo saber como eu havia descoberto onde ela tava, com quem havia combinado a pauta etc… Deu uns 20 minutos e Gisele desceu ao saguão do hotel. De calça jeans coladinha ao corpo, camiseta preta, cabelos revoltos e óculos escuros. Chegou rindo e falou: tá vendo essas olheiras??? Você é o culpado! Deu uma risada, me beijou no rosto e começou a falar sem parar. Em questão de minutos o diretor da Elite na época apareceu, Gisele me puxou pelo braço, embarcamos no carro e fomos conversando da Niemeyer até o Barrashopping. Muito simpática, risonha e normal. Absolutamente normal. Sem qualquer afetação. Ah no colo dela a então inseparável cachorrinha Vida. Chegamos ao Barrashopping, ela se despediu com um beijo no rosto e saiu com seu catwalk desfilando pelo backstage da Lenny. Hoje ela se despede das passarelas, mas já escreveu seu nome na história. Aqui posto a foto que ela pro catálogo da marca, em 1997.

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