Selton Mello relembra trabalho de Loredo em “O Palhaço”: “Saudades eternas”

DivulgaçãoJorge Loredo (ao centro) é recebido com aplausos pela equipe do filme "O Palhaço" , em foto de 2010

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    Selton Mello relembra trabalho de Loredo em "O Palhaço": "Saudades eternas"

    Jorge Loredo (ao centro) é recebido com aplausos pela equipe do filme "O Palhaço" , em foto de 2010

O ator Selton Mello prestou homenagem ao ator Jorge Loredo, que morreu nesta quinta-feira (26), aos 89 anos, e disse que sentirá “Saudades eternas de Zé Bonitinho e do grande homem por trás dessa inesquecível criação”.

Em declaração oficial divulgada pela assessoria de Mello ao Popzone, o ator relembrou seu primeiro encontro com Loredo e a ocasião em que trabalharam juntos no filme “O Palhaço”. “Jorge Loredo foi um grande artista brasileiro. Zé Bonitinho, uma criação genial, encantou gerações e gerações”, afirmou, juntando-se aos artistas que já se despediram do comediante.

Veja na íntegra o texto feito por Selton Mello sobre Jorge Loredo:

Jorge Loredo foi um grande artista brasileiro. Zé Bonitinho, uma criação genial, encantou gerações e gerações. Quando o conheci em um programa de entrevistas que fazia para o Canal Brasil, fiquei fascinado pelo homem culto, amante dos filmes italianos clássicos, estava diante do criador do personagem icônico da TV de óculos e topetes grandes.

Imediatamente escrevi para ele um personagem em meu primeiro curta metragem "Quando o Tempo Cair". Um protagonista cansado da batalha diária pela sobrevivência, uma chance de Loredo se apresentar sem a máscara que o consagrou, uma oportunidade de realizar algo no registro dramático, e o resultado de seu trabalho foi comovente.

Anos depois tive a felicidade de contar com seu talento em "O Palhaço". Meu personagem, descrente da vida de artista, desiste de tudo para tentar uma vida ordinária em uma cidade pequena. Ali, entre outras coisas, ele se depara com o personagem de Loredo, um gerente de uma loja de eletrodomésticos. E exatamente em uma cena em um bar humilde, com Loredo contando piadas displicentemente entre amigos do trabalho que meu personagem redescobre a fé na profissão, redescobre a magnitude da arte de fazer rir. Loredo representou ali o palhaço fora do picadeiro, o artista em sua essência, o brasileiro simples que usa o humor como válvula de escape e não como ofício. Essa linda cena e a nobreza de Loredo na arte e na vida estarão para sempre em meu coração.

Que Loredo seja sempre celebrado pela grandeza de todas as suas criações fantásticas! Saudades eternas de Zé Bonitinho e do grande homem por trás dessa inesquecível criação".

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