Gregório Duvivier vê humor e poesia como formas de "subverter a realidade"

Lisboa, 20 mar (EFE).- O ator e escritor Gregório Duvivier, do grupo humorístico Porta dos Fundos, afirmou que humor e poesia têm uma coisa em comum: a "subversão da realidade".

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O ator e escritor Gregório Duvivier, do grupo humorístico Porta dos Fundos, afirmou que humor e poesia têm uma coisa em comum: a “subversão da realidade”.

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“O humor é uma boa maneira de questionar as certezas, da mesma forma que a poesia. Tem a função primordial de oferecer um novo olhar sobre o mundo”, explicou em entrevista à Agência Efe no Festival Literário da Madeira, em Portugal.

Segundo ele, “o humor é a arte do que é cínico, mas com um olhar puro, como o de uma criança, ou de um estrangeiro, que revela os absurdos”. Em todos os discursos, ele deixa claro que o poeta e o humorista são inseparáveis.

“Poesia é o que você quer guardar para sempre. Para mim, essa é a melhor poesia. O humor é indispensável e onipresente, pelo menos na minha vida”, disse Gregório, formado em Letras pela PUC-Rio e no curso de teatro do Tablado.

Gregório escreveu o primeiro livro de poemas aos 22 anos. Em “A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora”, o autor já revelava a fusão entre poesia e humor que se mostrou presente em toda sua obra, seja como escritor, poeta, ator ou roteirista.

Como escritor, publicou outros dois livros: “Ligue os pontos – Poemas de amor e Big Bang” e “Put some farofa”. Como ator, formado no curso do Tablado, trabalhou em televisão, teatro e cinema, com participações em filmes como “A Mulher Invisível” (2009) e “Chico Xavier” (2010), além da série “O Fantástico Mundo de Gregório” (2012).

A consagração como artista veio pela internet, com o canal Porta dos Fundos, do qual foi um dos fundadores, no YouTube. Além disso, nome de Gregório ficou ainda mais popular com a coluna semanal na “Folha de S. Paulo”, cujas opiniões costumam repercutir bastante pelas redes sociais.

“Eu não penso: ‘vou falar disso porque pode ser viral’. Na verdade, essas são armadilhas. Minha única restrição é não dizer o que já está sendo repetido em todos os jornais”, disse ele, antes de deixar claro que já escreveu sobre política, mas também de amor e até futebol.

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