É velado no Rio o corpo do humorista Jorge Loredo, o Zé Bonitinho

O corpo do humorista Jorge Loredo, morto aos 89 anos, é velado na manhã desta sexta-feira (27) no Rio de Janeiro. Familiares do ator chegaram no início da manhã ao Memorial do Carmo, na zona portuária da capital, onde também será realizada a cerimônia de cremação, às 15h.

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O corpo do humorista Jorge Loredo, morto aos 89 anos, é velado na manhã desta sexta-feira (27) no Rio de Janeiro. Familiares do ator chegaram no início da manhã ao Memorial do Carmo, na zona portuária da capital, onde também será realizada a cerimônia de cremação, às 15h.

Na entrada da capela, coroas de flores homenageiam Loredo. Um delas carrega uma mensagem do ex-patrão: “Homenagem do Sr. Silvio Santos”. A diretoria do SBT e o Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro também enviaram flores.

O ator — conhecido por sua trajetória no humor e pelo personagem Zé Bonitinho — morreu na manhã desta quinta-feira em decorrência de falência múltipla de órgãos. Ele estava internado desde 3 fevereiro no Hospital São Lucas, na zona sul carioca.

Trajetória no humor

Conhecido por personagens cômicos, principalmente o Zé Bonitinho, o ator fez sucesso com os esquetes do programa “A Praça É Nossa”, no SBT. Jorge Loredo estava na ativa até 2 anos atrás, fazendo shows com o seu número humorístico.

Zé Bonitinho foi lembrado no desfile da União da Ilha no último Carnaval. O enredo falou sobre as várias formas de beleza e criticou o culto ao corpo.

Nascido em 7 de maio de 1925, Loredo se descobriu ator após o que parecia uma tragédia. Internado aos 20 anos de idade devido a uma tuberculose, ele começou a frequentar o grupo de teatro do hospital por conselho de um médico, e assim apaixonou-se pela atuação.
Após se restabelecer, o então jovem Jorge se dedicou à carreira de ator, mas não imaginava que enveredaria pelos caminhos do humor. Tendo seu primeiro papel no monólogo “Como Pedir uma Moça em Casamento”, o sucesso e o talento para o riso o fizeram mudar de ideia, e assim nascia o comediante.
O personagem mais conhecido de Loredo surgiu muito antes de suas participações na televisão. Ainda nos palcos, ele se inspirou em um amigo chamado Jarbas para criar o Zé Bonitinho, um pretenso garanhão que sempre falhava na hora H por já ter beijado muitas mulheres naquele dia.
A estreia do papel na telinha foi há 55 anos, em 1960. O roteirista dos primeiras esquetes de Zé Bonitinho foi ninguém menos que Chico Anysio, para o programa “Noites Cariocas”. No entanto, Jorge Loredo já havia ganhado destaque um ano antes como o Mendigo Filósofo, no programa “A Praça da Alegria”.
Desde 1959, ele atuou em 12 filmes, dentre os quais “Sem Essa, Aranha”, de 1970, “O Abismo”, de 1977, “Chega de Saudade”, de 2008, e “O Palhaço”, de 2011, que têm grande destaque no cinema nacional, além de “Câmera, Close”, documentário do qual ele foi o tema em 2005.

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