Como a internet atingiu em cheio a Playboy

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Uma pena. Acabo de ler que a Playboy com a bela ex-BBB ruiva Amanda, publicada em maio, foi a menos vendida da história. E a culpa não é nem da revista nem da moça. Com a explosão da internet, que aconteceu na década passada, o poder de fogo das revistas masculinas despencou. A começar pela oferta infinita de belas fotos de nu disponíveis de graça na grande rede. Depois uma questão mais séria: antes mesmo de ir pras bancas muitas edições da Playboy já estão totalmente disponíveis em blogs e sites especializados. O impulso de comprar a revista, diante de um cenário desses, cai consideravelmente. Também existe outra questão: hoje muitas atrizes e modelos aparecem nuas ou seminuas em filmes, novelas ou calendários, o que enfraquece também a curiosidade do publico. Pra que pagar para ver uma imagem estática se a bonitona já está ali, em cores e movimento, sem custos? A Playboy surgiu nos Estados Unidos em plena década de 50, uma época conservadora e um tanto hipócrita. Os textos na época escandalosos e a insinuada nudez de atrizes e modelos tocou fogo no imaginário primeiro dos americanos, depois do resto do mundo. No Brasil a explosão da Playboy aconteceu durante os anos 80. Mês sim mês também estava lá estampada uma grande estrela nas páginas da revista. Foi nessa fase que Maria Zilda, Maitê Proença, Betty Faria, Christiane Torloni, Lúcia Veríssimo, Luma de Oliveira, Xuxa, Luiza Brunet, Lídia Brondi, Sylvia Bandeira e muitas outras beldades enfeitaram a publicação. É como se hoje Marina Ruy Barbosa, Bruna Marquezine, Anitta, Alinne Moraes, Fernanda Lima, Letícia Spiller, Isis Valverde, Sophie Charlotte e outras musas saíssem uma após a outra na revista. Impensável. Torço para que a Playboy encontre uma maneira de continuar existindo com relevância, pois seus textos continuam primorosos e o trabalho fotográfico de bom gosto. Já tive o privilégio de fazer várias matérias para a revista. Força Playboy que essa seja apenas uma má fase passageira.

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